quarta-feira, 22 de abril de 2009

AS ÁGUAS



E as águas desse rio vão de encontro a seu destino. E eu não sei onde vai parar. Existe um porto em algum lugar onde se possa descansar?

É um longo exercício de navegar. As águas que levam as dores, os humores, os amores e nem sempre levam os horrores. É um breve recanto para pensar.

E as águas desse rio vão. Em qualquer ponto eu me encontro. Em outro passo a desencontro. Em algum lugar ele faz curva, em outro oferece água turva.

De algum modo ele sempre vai. De algum modo eu devo ir. De algum modo ele não se retrai. De algum modo eu devo ressurgir.

E as águas desse rio vão.

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