terça-feira, 21 de abril de 2009

DE MUDANÇAS E COBRANÇAS



Ninguém cobra mais de mim do que eu mesma. Ultimamente me cobro porque, mesmo vendo o que iria acontecer com meses de antecedência, quando o problema chegou eu optei por não me ouvir novamente.

Meu lado racional me dizia para continuar no caminho que havia traçado. E numa das poucas ocasiões que me recordo na vida, não dei atenção. Optei por simplesmente, crer. Crer em palavras ditas de última hora, por pura falta de coragem de proferi-las no momento exato em que as coisas foram decididas.

E de tanto propagar que é preciso crer no que é dito por esse e aquele, acabei por fazer o mesmo e simplesmente, parei. Estagnei. Desde muito pequena não permito que alguém tome decisões por mim, mas dessa vez, fui fraca, e me deixei levar.

O bom é que mesmo que uma pessoa pare, o universo não para, o mundo não para, o sol se põe, outro dia nasce, vem a chuva, o vento leva as nuvens, enfim, tudo se move.

"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas" disse Clarisse Lispector. 

Não, minhas letras não esmagarão as entrelinhas. Elas valem tanto quanto as palavras ditas.


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