quarta-feira, 15 de abril de 2009

PRA RECONHECER CANALHAS



A única maneira de reconhecer um canalha é passar pelas experiências da canalhice. Não é preciso, no entanto,  ser canalha para isso. Mas não se pode ter pudores em misturar-se a eles, observar como vivem, `as custas de quem eles vivem, fazendo o quê. Com o passar do tempo, aprende-se a distinguir um canalha em meio a multidão apenas por um gesto.

Como viver é aprender e ainda não morri, continuo aprendendo: canalha também se re-reconhece pela inação. E já era para saber, todos nós, disso, pois o canalha-mor nunca antes visto na história deste país é exatamente desse tipo. Pra fazer as únicas coisas que gosta tem um monte de canalhinhas com a mão na massa enquanto ele fica apenas com a canalhice de aparecer - e falar muita besteira.

Mas isso é outra história. Falo do canalha que está aonde nossa vista alcança. Do nosso canalha pessoal. Todo mundo deve ter um, só não percebeu ainda.

Nélson Rodrigues, mestre, afirmou que brasileiro quando não é canalha de véspera, é no dia seguinte. Pois o do dia seguinte certamente é o canalha da omissão.

O que o cafezinho ali de cima tem a ver com isso? Nada. Ontem foi o Dia Mundial do Café. 

E como para mim, café é todo dia, toda hora, cheers!

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