sexta-feira, 22 de maio de 2009

PENSAR, CANTAR, SENTIR. SAUDADE


♪ Há muito que aqui no meu peito
Murmuram saudades azuis do teu céu
Respingos do orvalho me acordam
Luando telhados que a chuva cantou
O que é que tens feito
Que estás tão faceira ♫
Mais jovem que os jovens irmãos que deixei
Mais sábia que toda a ciência da terra
Mais terra, mais dona do amor que te dei

Onde anda meu povo, meu rio, meu peixe ♩
Meu sol, minha rêde, meu tamba-tajá
A sesta o sossego da tarde descalça
♬ O sono suado do amor que se dá
E o orvalho invisível na flôr se embrulhando
Com medo das asas do galo cantando
Um novo dia vai anunciando ♪
Cantando e varando silêncios de lar
 
Me abraça apertado, que eu venho chegando
Sem sol e sem lua, sem rima e sem mar ♬
Coberta de neve, lavada no pranto
Dos ventos que engolem cidades no ar
Procuro o meu barco de vela azulada
Que foi de panada sumindo sem dó
♪Procuro a lembrança da infância na grama
Dos campos tranquilos do meu Marajó
(Edyr Proença/Adalcinda Camarão)

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