terça-feira, 28 de julho de 2009

SENÃO, VEJAMOS: OS CAMINHOS...


Então José Sarney fecha os olhos para sua própria lambança. Mas isso já era de se esperar. Senão, vejamos: ele não seria o Sarney se renunciasse. Se admitisse. Se ao menos vergonha tivesse.

Então José Sarney, pra fazer o mínimo faz-de-conta-que-te-ligo, alega que só tem culpa nas indicações nepotistas. Mas que não vê de fato problema algum nisso. Senão, vejamos: ele não seria o Sarney se assumisse que nepotismo, além de imoral, é ilegal.

Então José Sarney monta um bunker de quinze jornalistas (e conhecendo-o devem ser jornalistas mesmo, e não estagiários prontos pra fazer merda) para monitorar a mídia eletrônica e responder. Senão, vejamos: ele não seria o Sarney se não investisse dinheiro para manter-se no poder.

Então José Sarney solicita a relação dos membros do Conselho de Ética. Até parece que admite que não há como escapar do processo no Conselho. Senão, vejamos: ele não seria o Sarney se fosse só por isso.

O Sarney que eu conheço, certamente não tem só um bunker de jornalistas ao seu dispor. Deve ter um bunker de investigadores. Deve ter um bunker de mensageiros, dispostos a abordar com propostas boas ou ruins, o que no fim das contas dá no mesmo, aqueles que podem abrir a boca ou mantê-la fechada. E com pastinhas de dossiês a tiracolo.

O Sarney que eu conheço, certamente não se contenta em ser expectador da redação de um triste epitáfio de seu próprio túmulo. Ele vai desenhar letra por letra dele, pessoalmente, pela insistência em permanecer no cargo as custas de sabe-se-lá quais negociatas com Looola, o Dadivoso, aquele Ungido pela Suprema Dignidade, sua cara-metade mais idêntica impossível.

Senão, vejamos: se tiver ainda nestepaíz homens com colhões, com coragem e com um tiquinho só de respeito por quem os pariu, que façam então valer suas posições e não ajam como na época do mensalão, deixando tudo virar poeira e assentar nos cantos das casas. Até ser varrido para fora e só lembrado por quem teve alguma reação alérgica.

Senão, vejamos: nunca sairemos desse poço de merda em que nos enfiamos desde que Looola, sua trupe, sua escória, se aboletou no poder.

Os caminhos do dia de hoje nos levarão a algum lugar? Esperamos que sim. Senão, vejamos...

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