quinta-feira, 18 de novembro de 2010

E A SAUDADE DELE...

Seu Antônio, 18 de novembro de 2008.

3 comentários:

  1. Como jukebox imbatível essa é uma grande escolha. Mas eu não posso ouvir dessa vez. Até imagino o porquê do post e me solidarizo com isso.

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  2. Jota, da asa norte18/11/10, 12:34

    Saudade é complicado para se definir. Uma das melhores definições de saudade que conheço é do violeiro repentista, paraibano, Antonio Pereira:

    "A saudade é um parafuso
    Que na rosca quanda cai,
    Só entra se for torcendo,
    Porque batendo não vai;
    E, se enferrujar por dentro,
    Pode quebrar, mas não sai.

    Saudade é uma borboleta
    Que não conhece idade;
    Voando, vai lá, vem cá,
    Misteriosa, à vontade;
    Soltando pêlo das asas,
    Cegando a humanidade.

    Saudade é como cobreiro,
    Desses que dá na cintura!
    Saudade é como lanceta
    No peito da criatura:
    Bateu no gume, se corta!
    Bateu na ponta, se fura!

    Saudade é como enxerco,
    Desses de pé de aroeira;
    Não se planta, nasce e cresce
    Entranhado na madeira!
    É rosa, mas ninguem sabe
    Quem seja a mãe da roseira!

    Quem quiser plantar saudade,
    Primeiro escalde a semente;
    Escolha um lugar bem seco,
    Onde bata o sol mais quente;
    Pois, se nascer no molhado,
    Quando crescer, mata a gente!"

    (meu velho também se chamava Antonio. um abraço)

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