segunda-feira, 8 de novembro de 2010

FIM DE TARDE


Não tempo, não distância
Não palavra, não constância
Não dia, muito menos noite
Não saber, e se não é bem querer
Não dizer.

Não conhecer, não ouvir
Não buscar, não sentir
Não perceber, muito menos cuidar
Não chá, não gostar do cabelo
Não tocar.

Não ter, não olhar
Não escolher a camisa, não saber da comida
Não suspiro, muito menos sorriso
Não dormir, não dançar.
Não abraçar.

Não confessar. Não seguir. Não voltar. Não contar. Não poder. Não viver.

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