terça-feira, 30 de novembro de 2010

O PERIGO DE SER DILMA ROUSSEFF

Vou contar essa historinha pra vocês novamente.  Na época em que a escrevi (no início do ano, era pré-campanha)  usei da fábula para falar sobre a propaganda que poderia fazer (como fez) Dilma presidente. Mas a fábula cabe de novo, agora que se discute que o governo de Dilma não terá a cara de Dilma, mas de Lula. 

Vou na contramão dessas conclusões. Tenho minhas - e muitas - dúvidas.


Um homem seguia pela estrada quando atropelou uma cobra. Pessoa de boa índole, que sempre respeitou qualquer ser vivo, resolveu levar o animal para casa, e cuidar dele. Colocou a cobra numa caixa de vidro, como um aquário, e tratou dela.

Limpou, passou antisséptico, alimentou a cobra. Todos os dias, antes de sair para o trabalho e também ao voltar, cuidava do bicho. Até que a cobra ficou curada. Resolveu, então, que era hora de soltá-la. Quando o homem tirou a cobra do aquário e a colocou no chão, já à porta de sua casa, a cobra o picou na perna. 

Espantado, ele disse para a cobra: 

- Sua sacana. Ingrata. Eu não te deixei morrer naquela estrada. Cuidei de seus ferimentos, te alimentei e quando estou te libertando você me morde? 
Ao que a cobra respondeu: 
- Mas quando você me pegou e me trouxe para sua casa, você sabia que eu era uma cobra. 


Lula pode dar quantos palpites quiser. Todos os porquinhos do chiqueiro do PT podem fazer ou desfazer o que quiserem. Façam os milagres que fizerem, ou as desgraças que fizerem. Dilma Rousseff nunca deixará de ser Dilma Rousseff. Mais dia, menos dia, ela se voltará contra o próprio. Faminta. Protejam as pernas, que o bote vem!

5 comentários:

  1. marcia190730/11/10, 16:02

    exato. e acho que muito político calejado vai se arrepender do apoio.
    e será bem-feito

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  2. Boa lembrança, Velvet! Só um detalhe: Lula tampouco deixará de ser Lula. Acho que nessa história toda, o resumo é cobra engolindo cobra.

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  3. Ótima história, Velvet! Lembrou-me uma outra contada num filme chamado "Traídos pelo desejo" (the crying game). Era uma história entre o escorpião e o sapo (se eu não me engano). O escorpião finalmente convencera o sapo de levá-lo até a outra margem do rio, mas, lá no meio do rio, o escorpião ferroa o sapo: "Por que vc fez isso? Não vê que agora nós dois vamos morrer?", diz o sapo se afogando. E o escorpião, que estava montado nas costas do sapo, responde: "É, eu sei, mas essa é a minha natureza..."!

    Fábio.

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  4. Ninguém está enganado. Todos sabem e portanto, não podem reclamar.

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