domingo, 5 de dezembro de 2010

CAI A NOITE


"Respiro a única felicidade que sou capaz - uma consciência atenciosa e cordial. Passeio o dia todo (...) cada ser que encontro, cada cheiro dessa rua, tudo é pretexto para amar sem medida. Jovens mulheres supervisionam uma colônia de férias, a trombeta do vendedor de sorvetes, as barracas de frutas, melancias vermelhas com caroços negros, uvas translúcidas e meladas - tantos apoios para quem não sabe ser só. Mas a flauta ácida e terna das cigarras, o perfume de águas e de estrelas que se encontram nas noites de setembro, os caminhos aromáticos entre as árvores de pistache e os juncos. Tantos sinais de amor para quem é forçado a ser só." (Albert Camus)

1 comentário:

  1. Acordei de mal comigo e lembrei de La Mettrie, que disse "O que é ganho do lado da inteligência, é perdido do lado do instinto. Qual deles é maior, o ganho ou a perda?

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