quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

FIM DE TARDE

 "Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. 
Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. 
Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. 
Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja."
(Clarice Lispector)

2 comentários:

  1. Astier Basílio09/12/10, 22:06

    Clarice, até hoje, só aos poucos. Tenho medo dela.

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  2. De fato, Astier, Clarice é (era) intensa. Por isso eu gosto tanto dela.

    Obrigada pela visita. Volte e comente sempre.

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