terça-feira, 21 de dezembro de 2010

FIM DE TARDE



O Boi e o Burro vão seguindo e a estrela com os olhos
Burro: Oh!
Boi: Oh!
Burro: A estrela parou!
Boi: Tudo ficou muito quieto de repente! Burro, Burro!
Burro: O que é Boi?
Boi:  Estou muito desconfiado...
Burro: De que, Boi?
Boi: De que a criança vai nascer aqui.
Burro: Nem diga isso, Boi! Numa estrebaria tão suja, tão pobre...
Boi: Então porque tudo isso? Por que a estrela parou bem em cima?
Burro: Ela deve ter se enganado...
Boi: E este cheiro tão doce em toda parte? Lírios, açucenas... Burro, é bom irmos arrumando as coisas por aqui. Vamos fazer uma limpezinha, porque no caso de acontecer...
Burro: É mesmo! Vou buscar palha seca e fofa!
Boi: Não empurra, Burro! Sou eu que arrumo!
Burro: Sou eu, Boi! Sou eu! Saia daí! Sou eu que quero arrumar a palhinha para o menino!

(O Boi e o Burro a Caminho de Belém, de Maria Clara Machado)

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