segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

FIM DE TARDE


"Há um sorriso que é de amor
E há um sorriso de maldade,
E há um sorriso de sorrisos
Onde os dois sorrisos têm parte.

E há uma careta de ódio
E há uma careta de desdém
E há uma careta de caretas
Que te esforças em vão pra esquecê-la bem

Pois ela fere o coração no cerne
E finca fundo na espinha dorsal
E não um sorriso que nunca tenha sido sorrido
Mas só um sorriso solitário

Que entre o berço e o túmulo
Somente uma vez se sorri assim
Mas quando é sorrido uma vez
Todas a tristeza tem seu fim"

(William Blake)

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