sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

PORTA-MALAS JÁ!



Você não aguenta mais a novela Ronaldinho? Se arrepia só de pensar que durante os próximos meses será inundado com informações sobre o BBB11, que você detesta? Se enerva a cada nova preserpada do ex-presidente que, parece, está disposto a continuar se refastelando nas mordomias? 

Seus problemas acabaram, a solução é simples: porta-malas já!

Sim, esta é a mais nova giria carioca criada após o estranho caso da psicóloga moradora da Lagoa que, depois de quatro dias desaparecida, foi descoberta no porta-malas de um carro na garagem do prédio onde vive. O sumiço teria ocorrido por ela está cansada de tudo...

Sacana, o carioca já detectou que até nisto a "zelite" se dá melhor. Enquanto mal cabe uma pessoa no porta-malas de um Fiat Uno, em um do Cherokee dá não só para se deitar confortavelmente, como também para acolher amigos ou receber visitas solidárias...

E assim a gente vai vivendo. Rindo da criatividade e do bom humor carioca se esquecendo que ele e o brasileiro em geral desperdiça sua potencialidade no supérfluo. Se a criatividade em criar piadas e resolver problemas do dia-a-dia fosse usada em ações cidadãs, este país não seria o que é.

Mas enquanto este dia não vem e o Brasil continua em sua derrocada rumo ao ordinário eu vou continuar fazendo do Veneno Veludo meu porta-malas, na certeza de que aqui sempre terei a companhia de gente pensante, de garra e sobretudo bem-humorada. 

Agora só uma perguntinha, pode colocar um sonzinho nesta "Cherokee"?

Por Mirtes Guimarães, jornalista carioca que nasceu em Minas Gerais.

(Leia mais carioquices da Mirtes aqui: Uma cidade protegida pelo Cristo e pelo Cacique)

4 comentários:

  1. Ah, só a irreverência carioca mesmo.

    Delícia de texto da Marcinha, para não variar. Eu quero um porta-malas pra chamar de meu!!! hehehe

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  2. O meu porta-malas é enorme. Vou já pra lá.

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  3. Na caçamba da Pick Up dá até prá armar uma festa. Tô dentro.

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  4. Texto gostoso faz lembrar fases gostosas.
    Saudade da minha Variant 73 que, por vezes, foi minha casa por aí... Não me trancava, entocava. Deitava o banco trazeiro e até mais, gente boa.

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