segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

BOM DIA, ESTADO

Um mês. Passados trinta dias da tragédia causada pelas chuvas intensas que assolaram a região serrana do Rio de Janeiro, tem-se o retrato do esquecimento delineado pelo estado, pelos desgovernos, pela imprensa e pela população - exceto aquela diretamente atingida por esse que foi um verdadeiro massacre causado pelos desabamentos. Hoje, 14, com o encontro de mais um corpo, chegou-se ao número oficial de 894 mortos. Agora são 281 desaparecidos. 

Um mês depois, o estado continue inerte. Assim como há mais de dois anos em Santa Catarina e há mais de um ano em Pernambuco e Alagoas, todos aguardam alguma mínima ação do estado. Para o ineficiente desgoverno da Idade das Trevas, essa é a aplicação prática do conceito que implantou nestepaiz, a esquerda: república progressista, sindicalista, cara, totalmente sustentada por alguns poucos pagadores de impostos (um tipo de punição por não desejarem viver à custa de nada, exceto de seu próprio trabalho). Essa é a eficiência do estado desgovernado pela revolução proletária contra azelite

É com esse estado igualitário que o cidadão pode contar, com igual distribuição de recursos, dentre eles, aqueles necessários para se evitar que mais de mil pessoas sejam defenestradas de suas histórias de vida. Apagadas, como uma borracha faz com um rabisco a lápis, num papel. Esse é o exemplo prático, dorido, sofrido e real da verdadeira igualdade social promovida pelo estado de esqueda: ninguém é nada, o indivíduo nada representa. Não há valor. Há apenas, o estado.E as benesses que este concede, magnânimo, aos que nele estão aboletados.


"Ainda que apenas uma só vida se tivesse perdida já seria bastante para diminuir a nossa condição humana."  BSchopenhauer

2 comentários:

  1. Essas páginas são nossas panelas. Vamos bater nelas prá não deixar essa e outras aberrações cairem no esquecimento.

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  2. É como diz a Marcinha (Mirtes Guimarães): o Veneno Veludo é o nosso porta-malas. A coisa ficou feia? Já pro porta-malas! A gente desabafa aqui.

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