quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

BOM DIA, ESTADO

Estado de expectativa? O estado, essa imensidão de inércia que abriga todas as instituições e segmentos da sociedade desorganizada, verá o primeiro desafio da nova versão do governo da Idade das Trevas. Aprovar-se-á o valor mínimo do salário mínimo, para o bem de todos e felicidade geral da nação petralha.

Quanto à parte do impostuinte, que sustenta essa carga pesada e inútil para que a República Popular do Chiqueiro possa atuar com destreza, é apenas esperar. Na expectativa de que aqueles que não são acessório na aba do chapéu de benesses do desgoverno, nem tenham medo de fazer o que seu eleitorado espera, que partam para a derrota: defender propostas dignas de serem cunhadas como oposição.

Será um bom dia. Para o bem ou para o mal. Votação de salário mínimo é só o termômetro. O estado assistirá se poderá, na votação da volta da famigerada CPMF e das medidas que implantarão, de vez, o PNDH 3 e 4 e o 5 e qualquer outra totalitária, ainda contar com a Democracia, que é feita para a minoria, não para nem pela maioria. Ou se, sem oposição representativa, já está, ele, estado, mergulhado no totalitarismo vermelho.

“Os dados mostram a viabilidade do reajuste [de R$ 600]. Ouvimos todos os lados e apresentamos os argumentos de como fazer isso sem desequilibrar as contas públicas, contribuindo com a democracia e mantendo nosso compromisso de aumentar o poder de compra dos trabalhadores." (Deputado Duarte Nogueira, líder do PSDB na Câmara)
"@joseserra_ O PSDB no Senado e na Camara, mantém-se irredutivel em relação à sua proposta de 600,00 para o salario mínimo. Mais uma vez irei à Tribuna hoje para defenter sua proposta de 600,00 para o salário minimo. "(Senador Álvado Dias,  líder do PSDB no Senado, hoje, via Twitter)

2 comentários:

  1. No dia 14 de dezembro de 2009 eu escrevi o texto abaixo, só que eu imaginava que o tsunami viria em 2010, mas o matreiro presidente empurrou com a barriga, ano de eleição, para o próximo presidente.
    Ontem abro a revista Veja e vi que minha previsão, eu que sou mais bobinho, estava certa.

    "A BOLHA DO POBRE - DEZ 2009
    Hoje fui surpreendido com a notícia que o número de brasileiros com dívida superior a R$ 5.000,00 mais que dobrou nos últimos cinco anos, atingindo 23 milhões de brasileiros, mais de 10% da população. É um total R$ 430 milhões em crédito, 70% do estoque de empréstimos existente no sistema financeiro para as famílias brasileiras.
    O fato explica-se pela irresponsabilidade do governo petista, que vem incentivando o pobre ao crédito, seja através de financiamentos intermináveis ou induzindo o aposentado ao crédito consignado, sem falar no Construcard, crédito, também de longo prazo, para material de construção e reformas e, também, financiamento de casa própria.
    Os Estados Unidos pagaram caro com o financiamento de longo prazo de imóveis, e a quebradeira foi geral. Aquela que aqui chamamos de “marolinha”.
    Aqui, em Terra Brasilis, o resultado ainda está por vir. O mar está recuando, como é previsto antes do tsuname. O brasileiro não faz previsão por quanto vai pagar ao longo do financiamento interminável, mas quanto vai pagar por mês. Coube no salário, compra. Como se salário fosse garantido por anos sem fim. Como gastos imprevistos não pudessem ocorrer. Como se a saúde individual fosse de ferro.
    Muitas famílias hoje em dia são sustentadas por aposentadorias dilapidadas ano a ano pelo governo dito como do trabalhador. Mesmo assim, muitos avós ficaram reféns de seus filhos, noras e netos quando a facilidade do empréstimo compulsório tornou-se realidade.
    O próximo passo é a inadimplência. Aliás, o brasileiro é muito chegado ao calote, mas as financeiras sabem que não irão perder, o próprio governo (nós) irá pagar a conta quando a bolha vier. Só que a bolha não pega somente o caloteiro, pega, principalmente, o adimplente e lhe carrega o emprego em dois minutos. Pronto, a receita brasileira do governo lulopetista está sovando e a massa vai crescer. Vai crescer quando aquele automóvel zerinho, comprado em cem parcelas, valer tanto quanto o valor de apenas duas prestações. Quando o eletrodoméstico, “made in China” não mais funcionar e mais da metade das prestações ainda forem devidas. Quando o “puxadinho” construído, graças ao Costrucard, tiver sido levado junto com o barranco durante a enxurrada. Quando o avô morrer, no decorrer de seu empréstimo consignado de cinco anos, por não ter mais dinheiro para pagar o remédio que o mantinha vivo."

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  2. Barena, seu comentário vai virar post. Incrível! Mais tarde eu publico. Abraço!

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