quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CAI A NOITE


Não me pergunte aonde vou,
mas me peça para voltar.
Não precisa  ir comigo, nem me buscar,
mas me diga para tomar cuidado, no caminho.
Não me espere para o almoço,
mas queira saber se me alimentei, seja a hora que for,
de algo além do que suas palavras.
Não me compre presentes caros,
mas abra a porta do carro para mim e me diga
que eu terei um bom dia, boa tarde, boa noite.
Não se preocupe se eu chorei,
mas sorria, ao me olhar diretamente nos olhos.
Não me pergunte como foi meu dia,
mas me receba em seu colo, cansada.
Não entenda nada do que eu sinto.
Mas sinta saudades dos meus lábios, 
quando estiverem longe dos seus.
Não, imagina! De modo algum, me espere para dormir.
Mas me acorde, cedo.
Sedento. Faminto.

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