segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

CAI A NOITE


"Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, 

como a sinceridade não dar certo
depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito)
abrir o coração: contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, 
atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido)
seja apenas você no auge de sua emoção e carência, 
exatamente aquele você que a vida impede de ser. 
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. 
Falando besteiras, mas criando sempre. 
Gaguejando flores. 
Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. 
Revivendo os carinhos que instruiu em criança. 
Sem medo de dizer, eu quero, eu gosto, 
eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, 
ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo seu amor, 
ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), 
sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é 
e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. 
Não se preocupe mais com ele e suas definições. 
Cuide agora da forma. Cuide da voz. 
Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. 
Cuide de você. 
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor 
e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz."
(Artur da Távola)

2 comentários:

  1. "à noite, tiro um pouco o peso da mão".

    Viva a noite!

    Mas, só para você saber, Velvet, nós aprendemos aqui de dia também, sempre.

    Parabéns pela luta!

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