quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

V.I.P - TRILHA DA INDIGNAÇÃO


No dia 14 de dezembro de 2009 eu escrevi o texto abaixo, só que eu imaginava que o tsunami viria em 2010, mas o matreiro presidente empurrou com a barriga, ano de eleição, para o próximo presidente. Ontem abro a revista Veja e vi que minha previsão, eu que sou mais bobinho, estava certa.



"A BOLHA DO POBRE - DEZ 2009
Hoje fui surpreendido com a notícia que o número de brasileiros com dívida superior a R$ 5.000,00 mais que dobrou nos últimos cinco anos, atingindo 23 milhões de brasileiros, mais de 10% da população. É um total R$ 430 milhões em crédito, 70% do estoque de empréstimos existente no sistema financeiro para as famílias brasileiras.

O fato explica-se pela irresponsabilidade do governo petista, que vem incentivando o pobre ao crédito, seja através de financiamentos intermináveis ou induzindo o aposentado ao crédito consignado, sem falar no Construcard, crédito, também de longo prazo, para material de construção e reformas e, também, financiamento de casa própria.

Os Estados Unidos pagaram caro com o financiamento de longo prazo de imóveis, e a quebradeira foi geral. Aquela que aqui chamamos de “marolinha”.

Aqui, em Terra Brasilis, o resultado ainda está por vir. O mar está recuando, como é previsto antes do tsuname. O brasileiro não faz previsão por quanto vai pagar ao longo do financiamento interminável, mas quanto vai pagar por mês. Coube no salário, compra. Como se salário fosse garantido por anos sem fim. Como gastos imprevistos não pudessem ocorrer. Como se a saúde individual fosse de ferro.

Muitas famílias hoje em dia são sustentadas por aposentadorias dilapidadas ano a ano pelo governo dito como do trabalhador. Mesmo assim, muitos avós ficaram reféns de seus filhos, noras e netos quando a facilidade do empréstimo compulsório tornou-se realidade.
O próximo passo é a inadimplência. Aliás, o brasileiro é muito chegado ao calote, mas as financeiras sabem que não irão perder, o próprio governo (nós) irá pagar a conta quando a bolha vier. Só que a bolha não pega somente o caloteiro, pega, principalmente, o adimplente e lhe carrega o emprego em dois minutos. 

Pronto, a receita brasileira do governo lulopetista está sovando e a massa vai crescer. Vai crescer quando aquele automóvel zerinho, comprado em cem parcelas, valer tanto quanto o valor de apenas duas prestações. Quando o eletrodoméstico, “made in China” não mais funcionar e mais da metade das prestações ainda forem devidas. Quando o “puxadinho” construído, graças ao Costrucard, tiver sido levado junto com o barranco durante a enxurrada. Quando o avô morrer, no decorrer de seu empréstimo consignado de cinco anos, por não ter mais dinheiro para pagar o remédio que o mantinha vivo."

Comentário enviado por pelo Comandante @barenna, no post Bom dia, Estado de ontem, 16.

4 comentários:

  1. O crédito é tão fácil, e as pessoas são tão facilmente seduzidas pelo consumo em parcelas, infinitas, com juros embutidos que vinga o ditado o qual só tem quem se endivida.
    O pessoal se deixa levar pela vida, para depois, se for o caso, se queixar.

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  2. marcia190717/02/11, 16:58

    pois é comandante, a conta começa a ser cobrada. agora o preocupante é que as pessoas continuam a consumir como se não houvesse amanhã.
    infelizmente não vejo um céu de brigadeiro para a nossa economia...

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  3. Me inspirei em Cajú e Castanha, conterrâneos meus para este post!

    Quem é que vive mais o ladrão besta ou o sabido? O besta morre logo e o sabido é garantido!

    Diz o ladrão sabido tem até rádio amador
    Telefone escritório tv e computador
    Tem mais vinte secretárias que lhe tem muito valor

    Você vê o ladrão besta é pior do que otário
    Rouba de noite e de dia pra ele não tem horário
    Se é de roubar um barão rouba que ganha uma salário

    E pra completar com Prfº Raimundo: E o salário ó!

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  4. É isso aí Comandante, "pão e circo para o povo".

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