quarta-feira, 23 de março de 2011

CAI A NOITE



"Espingarda carregada a minha vida
Por cantos assim fora
Até passar o Dono - me marcar
E me levar embora
E agora erramos em bosques reais
E perseguimos uma corça agora
E cada vez que falo em sua vez
As montanhas respondem sem demora
E se eu sorrio, uma amigável luz
No vale se faz ver
É como se uma face de Vesúvio
Soltasse o seu prazer
E quando à noite já cumprido o dia
Guardo a cabeça do Meu Dono
Melhor do que almofada em penas suaves
Partilhada no sono
Do inimigo eu sou-o, mortal
Não se torna a agitar
Esse em quem pouse o meu olho amarelo
Ou enfático polegar
Embora eu possa viver mais do que ele
Ele mais do que eu deve viver
Que eu só tenho o poder de matar,
Sem o poder de morrer"

(Emily Dickinson)

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