sexta-feira, 18 de março de 2011

CPMF: NECESSIDADE OU ÁLIBI?


A toda evidência, constitui-se um movimento político sofismático, 
que esconde uma agenda oculta. Mas qual?


O movimento político liderado pelo governo da “presidenta”, visando à recriação da CPMF cumpre uma estratégia de três atos: primeiro, os aliados, no governo e na desoposição, ocupam espaços midiáticos, defendendo a recriação do “imposto”, como única forma de resolver os problemas graves do sistema público de saúde; segundo, o próprio governo, compungido, secundado pela imprensa genuflexa voluntária, alardeia diagnósticos, estudos e notícias evidenciando o caos no sistema; terceiro, do governo, constrangido, encampa a proposta de recriar a CPMF, apresentando-a como a única solução para todos os problemas do sistema público de saúde.

O governo da “presidenta”, malgrado a sua composição, tem pleno conhecimento da própria incompetência geral, e da específica, para resolver o, público e notório, caos infernal que caracteriza o sistema público de saúde, que se deveria chamar sistema público de doença, nestepaiz, apesar de se propagar sucessor do melhor governo “nunca antes nestepaiz”, o qual declarava que a “saúde já era perfeita”. Tanto não era, que a então candidata prometeu, durante a campanha eleitoral, uma revolução no sistema, fazendo, por exemplo, milhares de UPAs, “SAMU-cegonha” etc.

Sabendo, no entanto, que é incompetente para solucionar todos os problemas no sistema público de saúde (doença) e cumprir as suas promessas eleitorais mirabolantes, o governo da “presidenta”, assessorado pela imprensa genuflexa voluntária, empenhará sua força política para convencer o Congresso Nacional e a sociedade de que a única forma de resolver as doenças do sistema é aprovar a renovação da CPMF.

Com efeito, o governo da “presidenta”, sofismando a própria incompetência para realizar providências administrativas que levem eficiência ao sistema público de saúde (doença), combater os desperdícios, a malversação de recursos públicos e a corrupção etc., transfere para o Congresso Nacional e para a sociedade a responsabilidade pela decisão final de solucionar o caos infernal que marca o desgoverno do sistema, respondendo SIM à aprovação da CPMF, ou de manter esse mesmos caos, dizendo NÃO  para a recriação da CPMF.

Lembrando, pois, que a sociedade, majoritariamente, rechaça o aludido “imposto”, que já foi rejeitado pelo Congresso Nacional, o governo da “presidenta”, contando evidentemente com apoio da imprensa genuflexa voluntária, em caso de nova rejeição, ao ser cobrado politicamente pelo caos infernal no sistema público de saúde (doença), terá álibis: a decisão de não aprovar a CPMF e não acabar com os problemas no sistema foi do Congresso Nacional e da sociedade; “o governo terá feito a sua parte, mas o Congresso não quis ajudar”. Lavando as mãos.

Enfim, a agenda oculta por trás do movimento de recriação da CPMF é livrar o governo da “presidenta” de qualquer culpa e responsabilidade política pelo caos que contamina o sistema público de saúde (doença).  A culpa é do povo.



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6 comentários:

  1. Excelente artigo e conveniente revisão do abismo entre promessas, autoproclamações de palanque e a dura realidade de brasileiros interrompendo tratamento de câncer linfático por falta de remédio do SUS federal, que deveria passar a se chamar de SUSTO. Essa atitude do governo petralha está abreviando a vida de milhares de pacientes, o que não preocupa a governantA que teve a sua salva pelo sistema quase perfeito - que não era o SUS nem federal. Deus lhe pague, Sra. PresidentA Doussieff!

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  2. Muito bem dito meu pensador.
    Lembra do personagem do "antigo" Jô: vou no popular; tirar o c* da reta.
    Tudo o que fazer é gerar falácias eloquentes e cheia de rebuscados mercadológicos que cheguem bonito aos jornais e ininteligíveis (mas admiráveis) ao povão.
    Corja.

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  3. Pergunto a mim, todos os dias, quando ouço sobre a volta da CPMF, aonde estao os impostos, fabulosos, que todo ano o governo federal arrecada? Tem uma percentagem de aplicaçao, entao, como estao aplicando-o?

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  4. Pois é,amigo,mas em se tratando de saúde,chegará a hora em que o povo vai gritar;vai cobrar!

    E aí,como o povão não lê jornal,não vê noticiário,fatalmente cobrará da presidente,ela tirando o corpo fora ou não...

    Nós estamos vendo A "double-face" que é a Imperatriz das Minas Gerais,mas o povão vai direto ao assunto: "O Lulla é que era bom! Mas a mulher dele..." kkkk

    O Brasil é uma gde piada!Isso é que é uma pena...

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  5. @aureoferreira18/03/11, 18:44

    É repulsivo esse imposto, não por ele, mas pela incompetência administrativa do governo.

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  6. Mercia Maria Almeida Neve31/08/11, 09:50

    A bem na verdade o imposto é tão repulsivo quanto o "SISTEMA" ambos.
    Vale lembrar o que o ex,o antecessor fez no mesmo congresso que hoje será responsável junto com o povo caso não ser aprovado e não poderia ser,além do mais como tudo ocultações e não divulgações,por isso me dou o direito da desconfiança.Explico:não creio que ressurga,isso pode ser alarde para desviar o foco do principal.Minstérios falidos e CPis como fantasmas.Que culpe os congressistas.A presidenta não tem devaneios.

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