quarta-feira, 2 de março de 2011

POIS É, PRA QUÊ, ESTADO?

"Se mentiras derrubam ministros na Europa, no Brasil elegem presidentes." 
@jols75, em 01/03/2011



Estado em transe. Março promete ser um mês de coletivismo, aquela doutrina esquerdista que a versão do PT que nos desgoverna mais gosta: uns poucos trabalhando para o sustento de todos os outros, que seguem conduzidos para um mundo de ilusões! 

Março será pródigo para a o desgoverno da Era da Idade das Trevas III. Nós, os impostuintes, cumpriremos aquela obrigação anual de declarar "renda", sendo estepaiz onde salário é tido como renda. Março é, normalmente,  o início da vida real para o brasileiro médio, depois da lambujem das ceias de Natal, do espocar de ano-novo, das férias de verão e do ziriguidum carnavalesco. 

Não neste ano. Março será mais um mês catártico para o povo: sorte grande da República Popular do Chiqueiro: março começa com o maior aliado de qualquer desgoverno: o carnaval, a maior "expressão popular de alegria", a maior "festa popular" destepaiz, onde todos têm direito à felicidade, garantida por esse estado pleno de benevolência. Medidas de "austeridade" anunciadas através da mentira escancarada dos "cortes de despesas" do Orçamento, recheadas com o anúncio do aumento real, expressivo e ostensivo do programa Bolsa Família, iludindo os mais miseráveis e apostando na "consciência social" dos nem tanto, que não podem se levantar contra um programa de justiça social através da distribuição de renda!

E a coroação suprema deste mês de março será o início massivo da propaganda institucional desse novo desgoverno, a versão III. É neste mês que as peças publicitárias e toda a campanha institucional será propagandeada - lembrem-se, a um custo superior a R$ 600 milhões - garantindo à esse mesmo povo que fez festa no fim do ano, comeu, bebeu, tomou sol e chuva nas praias, no verão, e saracoteou o esqueleto ao som do baticum em quatro dias de êxtase coletivo, que estepaiz continua sendo aquele que vai pra frente, desde os tempos em que éramos apenas 90 milhões em ação

Quem quer saber que, hoje, 40 anos depois, são 182 milhões sustentados diretamente pelo caixa do estado? Quem se interessa em ver que a hiperinflação é perigo real e imediato e nos ronda? Quem precisa saber de rombo nas contas públicas, deixadas como herança maldita do Expirado, principalmente nos dois últimos anos de seu tempo aboletado no Palácio do Planalto, de irresponsabilidade total para eleger sua sucessora? A quem interessa saber que não haverá investimentos em infra-estrutura e que réu do mensalão se tornam presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e desempregados sem mandato como Genoíno, o irmão do cueca de dinheiro, é cotado para ministro do Tribunal de Contas da União? 

Pois é, pra quê, quem quer "a verdade na rua, a verdade no povo, a revolta latente que ninguém vê", se entraremos oficialmente, neste março, na era do "país rico é país sem pobreza"? 

Quem precisa de vida real? Nosso estado coletivista nos garante a felicidade bem longe da realidade.

2 comentários:

  1. Nada como uma "entrevista release" disfarçada de omelete para mostrar as belezas da nação sem pai nem mãe, para os seus filhos que deveria ser os mais diletos: aqueles que pagam as contas e a sustentam.
    Muitos dos sustentados, que deveriam por ofício se opor às bandalheiras, preferem se ocultar nas sombras, às vezes muito bem iluminadas, embora os que dispõem de bons focos se omitam de fazê-lo.

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  2. marcia 190702/03/11, 14:49

    pensando bem, o vaccarezza tem razão, do jeito que as coisas vão só mesmo com bolsa-cachaça para aguentar...

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