segunda-feira, 7 de março de 2011

ROCK N' ROLL, UMA HISTÓRIA - EPISÓDIO X

 "O Rock and Roll é uma das chaves, uma das muitas, muitas chaves de uma vida complexa. Não fique se matando tentando todas as outras chaves. Sinta o Rock and Roll, e então provavelmente você vai descobrir a melhor chave de todas."  Pete Townshend 


Os festivais grandiosos tinham dado lugar aos festivais beneficientes. Assim, temos o Farm Aid de 1985, calcado no sucesso de público do Rock In Rio (que de beneficiente não teve nada, serviu de fato para ressucitar um Queen que estava completamente morto). No Farm Aid, o objetivo era ajudar os fazendeiros americanos em dívida com os bancos, evento organizado pelo Willie Nelson e praticamente todos os bons nomes do Folk, Country e Soutern Rock compareceram. O Farm Aid vai hoje para a sua 26ª. Edição.
Em São Francisco, o Fillmore West realiza seus festivais anuais, de 72-77 mais ou menos, tendo o produtor Billy Graham como o responsável pelo evento. Hoje estão disponíveis na internet, centenas de shows memoráveis do velho Fillmore (podem digitar Wolfgangs Vault no Tio Google).
O Live Aid foi idealizado pelo Bob Geldorf (Lider de uma banda pop rock Boomtown Rats e protagonista do filme do Pink Floyd “The Wall”), baseado nos princípios do Farm Aid. U2, Dire Straits, Phil Collins e Sting foram as principais atrações. O Live Aid tinha como objetivo arrecadar verbas para alimentar africanos vitimados por secas e guerras. Shows apresentados em Londres, Philadelphia, Melbourne e Tokyo garantiram uma receita 10x acima do estimado e rendeu ao Geldorf o titulo de Sir.
O Live 8 aconteceu em 2005 e marca o perdão da divida externa de vários países africanos, endividados e famintos. Marca também o 20º aniversário do Live Aid. Com realização de mais de 10 shows pelo mundo, o Live 8 marca uma volta histórica do Pink Floyd na formação praticamente original. Seria o último show ao vivo do Pink Floyd, já que o fabuloso tecladista  
Rick Wright faleceu em setembro de 2008, vitima de câncer.



Quando falei que cometeria injustiças ao escrever sobre rock, vejo que sim, as cometi em profusão. Explico melhor: ao longo dessas páginas, divididas em 10 episódios, houve gêneros omitidos, isso porque não há como entrar em subgêneros, explicando banda por banda, o objetivo não era esse. Descrever sobre a linha tênue que separa o pop do rock é complicado e aí entra coisa de fã.  Deixei de falar de U2, Supertramp, Grand Funk Railroad, Queen, Cream, Traffic, John Mellencamp, David Matthews, The Neville Brothers, Canned Heat, Savoy Brown, Patrick Moraz, Moody Blues, Nazareth, Slade, Clannard, Mostly Autumn. Omiti falar dos gêneros Trash Metal (Sepultura, Stradivárius), Prog Metal (Shadow Gallery) Prog Pop, Marillion e Pendragon. O Heavy “farofa”: Poison e Skid Row (Rock “farofa” são impostores que posam de roqueiros cabeludos mas só o fazem por exigência do produtor).
Poderia passar dias escrevendo sobre a importância do Bruce Springstreen para o pop/rock americano. Tanto é que o Bruce ostenta o apelido nos EUA, de “The Boss”. Lá ele é “O Cara”. (Nota pessoal da Velvet: aqui, para ela, também, é uma "fixação" oitentinha...).
Não há a menor condição de escrever sobre os “obscuros”, mesmo porquê, o post viraria livro. Porém, o interessante dos amantes do Progressivo é que sobrevivem até hoje buscando aquele CD de uma banda progressiva da ilha de Java ou da Mongólia. Se tocar na raáio, joga-se o disco fora. Sim, somos avessos à música comercial. Toleramos em nome da coletividade, e é só.
Por exemplo, para mim, o disco mais perfeito em termos de progressivo vem da Irlanda, de uma banda chamada DRUID, que em 73 lança o Towards The Sun, uma obra prima. Sou fã do Yes? Sim sempre fui, mas o curioso é que ouço muito mais Camel, hoje, do que Yes, embora uma dose diária de Jon Anderson não faz mal à ninguém.
Camel – Long Goodbyes (Um dos melhores solos de gutarra de todos os tempos! O Andy Latimer fez um transplante de medula óssea há 3 anos e já voltou a gravar, depois de quimio e radioterapia!)
Omito com dor no coração falar de Tangerine Dream. Sim, o Tangerine Dream não seria rock, mas por falta de rótulo, recebem o “rótulo” de Rock Cósmico. Não confundir com “New Age”!  (Vá entender uma coisa dessas). Fato é que o TD tem mais de 130 títulos lançados no mercado ao longo de 45 anos de carreira, diversas formações, mas sempre com o genial Edgar Froese  frente. Dezenas de trilhas sonoras`, onde destaco “The Legend” com Tom Cruise e o “Risky Business”, também com Tom Cruise. O Tangerine Dream é o pano de fundo para trabalhar em silêncio, em harmonia. É a trilha sonora da alma.
Omito falar do Terço e dos Mutantes da Barca do Sol, do Bacamarte Raul Seixas, Legião, Barão Vermelho e Paralamas e tantos outros brasileiros, bons, mas sem espaço no cenário mundial.
O rock n roll não morre nunca, isso é fato. Passa alguns anos no porão para ressurgir sempre, na mão de algum talento desconhecido, que consegue furar o bloqueio das gravadoras e dos produtores. Há toda uma indústria de guitarras, teclados, microfones, amplificadores, cabos, software e Deus sabe lá o que mais, somente para alimentar o sonho de adolecentes, sonhos de independência financeira através da música. Milhões de bandas se exibem pelo planeta afora, sobre lonas culturais, espaços culturais, bares e casas noturnas. Ralam, batalham e “correm atrás”. Vivem o sonho.
O Gary Moore (recém falecido) diz numa letra dele: “O caminho para o Céu é longo, o caminho para o inferno é tortuoso e sofrido”.
Ciente das omissões e das injustiças, despeço-me com um abraço aos que leram esta série, e espero que tenham curtido.
Rock n Roll NEVER DIES.

Referências:  John Lennons Autobiography – Albert Goldman
                   The History Of Rock and Dance Music – Pierro Scuffi
                   The Wikipedia.
                   Rick Wakeman: Grumpy Old Rockstar
                   Ozzy Osbourne : I Am Ozzy
                   Face to Face With Rick Wakeman (YouTube)


5 comentários:

  1. sandra sallee07/03/11, 14:43

    Hi Doc !
    acabei de lembrar ...nao da pra pensar no Clapton sem citar o JJ Cale , de quem sou fanzerrima , conheci pessoalmente num concerto esporadico dele aqui em Atlanta num clube chamado Masquerade , aonde ironicamente meu filho/neto tocou sabado passado . JJ Cale esteve no Rio , passeou na Lapa , visitou a escadaria do Selaron e escreveu uma musica pra nossa cidade que descreve a cidade como ela e ...
    to aqui me preparando para o concerto da Lady Gaga em abril 18 e o concerto do Bob Seger em abril tambem . mas so vou me divertir Doc , nao sou expert como vcs ....
    vcs sao eruditos , wow !!!!

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  2. sandra sallee07/03/11, 14:45

    Rock'n Roll never dies !!!!!!

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  3. Putz Sandra, morar no Macon County é SHOW, iria todo ano no festival dos Allman Brothers, é open air concert e de graça.
    Sim JJ Cale é muito bom, como é o Bob Seger...Bem para mim resta curtir os shows do Iron Maiden no dia 27 agora, e no meu aniversário tive a felicidade de ser agraciado com ingressos para o show do Ozzy no Claro Hall no Via Parque.
    Obrigado pela força Sandra. ;)

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  4. Jorge Atakardiac08/03/11, 11:04

    Beleza de sério sobre rock. Cada um desses grandes músicos e bandas dariam material para um livro em particular.

    A força dos anos 60-70 permanece,O rockão que energizou um mundo caótico com as manifestações políticas, anti-guerra e paz e amor.

    Não sei o dream is over, apenas mudou a roupagem, acho que t=dos querem o mesmo, bem viver com respeito as diferentes culturas, educação, saúde e muita paz.

    Valeu pela série Lunar, Avise sobre o curso.
    Abção

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  5. sandra sallee08/03/11, 21:43

    quero ir pro curso do Doc tambem .
    De nada Doc . Vc e massa !!!
    To com inveja . Nunca fui a show do Ozzy ...

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