quinta-feira, 7 de abril de 2011

BALANCETE DO ESTADO: SEM DIAS



Se os dignatários do desgoverno destepaíz forem a público afirmar "mentimos organizadamente", ninguém vai se se espantar. Pacote de mentiras básicas deve fazer parte da estética do desgoverno. E o ponto é esse: estética. A República Popular do Chiqueiro tem o dom de fazer parecer que tudo o que faz é raro, especial, diferenciado, e de alguma forma espetacular, resolverá os problemas da nação - que não tem problemas, pois foi salva durante os oito anos da versão das Trevas do Expirado.

Na "celebração" dos [sem] 100 dias da presidente-herdeira, algo foi identificado como relevante? Algum projeto apresentado com ineditismo brilhante? Nada. Nem os problemas, que já se acumulam, conseguem ser novos: obras emPACadas no papel e uma ou outra no canteiro; estradas, portos e aeroportos imprestáveis; saúde pública destruída; alta dos combustíveis, apesar da cara de pau do Mantega em negar que há aumento, mas por via das dúvidas, manda aumentar a quantidade de água na mistura, além de importar etanol, que foi a menina dos olhos do Expirado. 

Nenhum avanço em nenhum programa social, exceto na propaganda. A erradicação da miséria, que Looola já havia extirpado, vai ficar pra depois, admitiu a própria presidente. Mas ela prometeu lançar um Água para Todos, que, a exemplo do Luz para Todos, não funcionará, e assim, todos passam sede no escuro. 

Finalmente, lá vem ela... a cereja do bolo: a inflação. A única coisa realmente forte nesses 100 primeiros dias de desgoverno. Chegou com tudo, disparada de preços generalizada, diante da inércia da "equipe econômica" que ainda incentivou a indexação - através de decreto.

Para compensar tudo isso, a criação de ministérios e cargos para o agasalhamento apadrinhado da base aliada ao Planalto vai muito bem, obrigada. Mais gente inútil, incompetente, com orçamento de publicidade para propagar o que eles têm de "melhor".

Na realidade, tudo no desgoverno não passa de um halo de mediocridades que não chegam a lugar algum, uma vez que é só falação. O grande poder que o estado petista tem é fazer de seu estilo desprovido de caráter, responsabilidade e competência, algo desejável. Claro, com a ajuda indefectível da imprensa que coleciona calos nos joelhos, em permanente esforço para eternizar-se como a nova casta hipócrita destepaiz.

Inferno? O estado são os outros...

2 comentários:

  1. O ícone dessa vergonhosa submissão é aquela que você chama (e eu adoro) Cristiana Logro. Resume toda a admiração cultuada neçepaiz por tudo o que vem do (des)governo.

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  2. Excelente e perfeita visão disso que chamam de "governo", o qual chamo de rateio do dinheiro público, nada além disso.
    E agora os empresários vão homenagear o "Poste" como "Personalidade do ano", afinal, a máxima de Dilma é impor uma aprovação forçada goela abaixo, sob a ameaça de represálias, nos moldes do totalitarismo.

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