terça-feira, 5 de abril de 2011

ENTRE O TEMOR E A PERGUNTA

"O que me aterroriza a mim aterrorizará outros, só preciso descrever o espectro que embruxou o meu travesseiro da meia-noite." (Mary Shelley)


Tenho mania de perguntas. Fixação por elas. Se observar bem, muitos textos aqui escritos, por mim, começam com uma pergunta. Sempre acreditei em questionamentos como mola propulsora para a ação, a partir da descoberta. Questionar fatos, dados, informações, ideias. Ao redor, perto, longe, em tudo, no mundo. 

Questionar, também, a si próprio. Se esconder e se mostrar ao mundo através dos seus monólogos interiores, do fluxo de consciência e por vezes, de inconsciência. É descobrir-se. Intenso, amargo, atormentado, depressivo, frustrado, insaciável. Insano, alerta, vivo, ansioso, emotivo, feliz. Confuso. Importa fazer de si um questionador incansável dos labirintos da mente, dos desejos, dos infinitos particulares.

Onde isso vai dar? Não tenho como saber. Ainda não encontrei nenhuma resposta. Tampouco parei de questionar. 

1 comentário:

  1. Espero que continue, e que sempre tenha em seus principios o questionamento de si e de que a cerca.

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