sábado, 14 de maio de 2011

CAI A NOITE




Há uma palavra
Que empunha uma espada
Pode trespassar um homem armado
Lança as suas sílabas de farpa
E fica-se, calada.
Mas onde tombar
Os salvos dirão
Em dia da nação,
Deixou de respirar
Um irmão, um soldado.
Por onde corra o sol arfante
Ou o dia vagueie
Aí, o seu ataque sossegado
E a sua vitória!
Notai o atirador mais hábil!
O tiro mais certeiro!
O mais sublime alvo do Tempo,
A alma "sem memória"!

(Emily Dickinson)

1 comentário:

  1. Palavras podem ferir mortalmente e , por muito tempo, podem ficar escondidas em algum lugar da memória.
    Eu não esqueço nunca as que recebi.

    Parabéns Regina!

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