quarta-feira, 18 de maio de 2011

CAI A NOITE

Por onde quer que minha alma
navegue, ou ande, ou voe, 

tudo, tudo é seu. 

Que tranquila
em toda a parte, sempre;
agora na alta proa
que em duas pratas abre o azul profundo, 
descendo ao fundo ou subindo ao céu! 

Oh, que serena a alma quando se apoderou, 
como rainha solitária e pura, 
do seu império infindo! 


Juan Ramón Jiménez

1 comentário:

  1. Que poema lindo,ainda mais com esta foto cálida.
    Parabéns!

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