domingo, 29 de maio de 2011

OCASO DA INTELIGÊNCIA

Uma das possíveis compreensões aponta no sentido de que, no estado da natureza, o homem viveria uma situação de guerra intestina, uma luta de todos contra todos, na qual, enfim, sempre prevaleceria o mais forte.

Indaga-se: qual seria homem mais forte, que prevaleceria sobre os demais e venceria a guerra? O mais forte, vencedor, que pôs termo à referida guerra, foi o homem mais inteligente. A inteligência lhe permitiu distinguir o certo do errado, o bem do mal, e o verdadeiro do falso, escolher entre a liberdade e os grilhões, superar e utilizar, em benefício próprio e da espécie, as forças brutas da natureza, conformando o mundo atual. 

Todavia, a despeito de essencial à humanidade, esta vive uma quadra em que a inteligência é vítima ordinária do preconceito, da discriminação, do ódio, de tal modo que, paradoxalmente, o homem inteligente prova-se, negando-a, esconjurando-a, fazendo profissão de fé na desinteligência.

Desinteligência que faz o homem confundir o certo e o errado, o bem e o mal, o verdadeiro e o falso, a liberdade e os grilhões, caracterizando-se um tipo de retorno ao estado da natureza, no qual a massa descerebrada detém a força sobre quatro patas.


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3 comentários:

  1. A estupidez não pode ser uma bênção? Quem foi que disse que "só os idiotas e as crianças são felizes"?

    Inteligência anda sendo sinônimo de frustração.

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  2. Um povo pode ser disciplinado ao nascer, enquanto outro não o será mesmo depois de dez séculos. Tal vem sendo demonstrado na América Latina e Central. Jean-Jacques Rousseau

    Isto faz sofrer a alguns poucos brasileiros. Não há como fazer este nosso povo assimilar alguma coisa. As academias de ginástica estão lotadas, formatando músculos. Agradecemos pelo texto. #DominioFeminino

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  3. a inteligência é subversiva por isto muitos a desestimulam

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