sábado, 25 de junho de 2011

AMBIENTALISMO CATEGÓRICO


Há algumas semanas, o parlamento destepaiz é palco de uma disputa política relevantíssima para as atuais e futuras gerações nacionais, quiçá internacionais. Tal disputa, que esteve dormente nos últimos dias, ocupados por ímprobos escândalos, poderá recrudescer a qualquer momento.  Diz respeito ao novo Código Florestal.

Dominada por extraordinário maniqueísmo de um lado só, a mencionada disputa houve-se num espaço e a partir de uma agenda de interesses bastante vanguardistas: a imprensa genuflexa voluntária altiva. De um lado, os pretensos autolegitimados defensores do bem, do bom, do belo, do justo, do homem bom por natureza, enfim, os autodenominados ambientalistas ecocêntricos, rubrica orçamentária credora em que cabem espécimes pluralistas silvestres e exóticos, desde as oligarquias nobiliárquicas destepaiz, passando ONGs, ONGGs, seres desavisados, até os muito espertos, alcançando inclusive defensores planetários da causa, etc.

De outro lado, os heteroilegitimados destruidores do bem, do bom, do belo, do justo, do homem bom por natureza, afinal, os heterodenominados ruralistas agronegocistas, rubrica orçamentária devedora na qual se inserem indistintamente espécimes antropocêntricos, desde madeireiros, pecuaristas do cerrado, agricultores sulistas, formigas saúva, vacas, bois, porcos, galinhas, tratores, colheitadeiras etc., tudo que alimenta o homem mau por natureza.

Além desse peculiar maniqueísmo de um lado só, tal disputa faz vir a lume um inesperado defensor do meio ambiente: o desgoverno da Idade das Trevas, cuja “presidenta”, ao tempo de ministra condutora da construção destepaiz - o paraíso na terra -  protagonizou batalhas hercúleas com a então ministra ambientalista, em prol do propagado desenvolvimentismo, a qualquer custa social, econômico e ambiental. Exemplos disso vêem-se nas construções de mega-hidrelétricas na região norte, do trem-bala tratorando o sudeste etc.

Então: qual a verdade ambiental do desgoverno da Idade das Trevas? Qual a agenda oculta desse desgoverno, que é contrário ao novo Código Florestal e destruidor do meio ambiente, muito radicalmente? Uma contradição real?

Imperativo categórico do desgoverno totalitário: defende, concomitantemente, uma ação e o seu contrário, desde que lhe seja útil. 


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6 comentários:

  1. Dizer o que o povo quer ouvir. Reduzir questões políticas complexas a chavões. Eis a chave do populismo. Não há verdade, não existe agenda. Pois o DESgoverno se resume em mais do mesmo: incompetência pura e simples.

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  2. Marcelo Hermes25/06/11, 18:13

    E viva o governo do PT.... aff!

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  3. hildaremedeiros25/06/11, 18:15

    O mote da questão é a desinformação que os ambientalistas se usam para derrubar a bandeira dos agroecuaristas. Em suma, muita gente FALA, ESCREVE... entretanto, verdadeiramente, ninguém tá nem aí. E o lulopetismo deita e rola no desinteresse usurpando oceanos de dinheiro que deveria entrar nos cofres públicos para usufruto do povo brasileiro.
    Um dia seremos nação... Um dia!
    Espero, sinceramente, que a minha floresta ainda esteja viçosa!
    Beijo grande,
    HR

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  4. O vermelhismo dominante tem ideologia parecida com a minha: se os verdadeiros progressistas, aqueles qe levam o progresso, são contra, então eles são a favor. Por mim, se eles são a favor, sou contra. No fundo, nem eu nem os vermelhinhos defendemos ideologia, apenas nos colocamos um contra os outros. Lógico que não é bem assim, mas o caso deles é fazer pressão para depois cobrar comissão.

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  5. Muitos são os absurdos vem ocorrendo na pauta política deste nosso Brasil, que precisa se reorganizar em defesa dos reais interesses da nossa sociedade, sociedade que parece sem representação, sem voz...como que sufocada e perplexa diante deste cenário que se projeta cada vez mais obscuro.
    Parabéns pela reflexão.
    Abraço

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  6. Jorge Atakardiac26/06/11, 15:50

    A discussão política entrou antes da findar a parte técnica. Jogar Amazônia, Atlântica, Semi-árido, Pampa e Cerrado no mesmo saco é muito complicado. São réguas diferentes que exigem regras específicas.
    Os dois lados agem igual embora com sentidos diferentes. E com uma prepotência absolutamente neurótica de quem tem posse da verdade.
    Belo texto.

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