terça-feira, 28 de junho de 2011

CAI A NOITE

Um coração sobressaltado! Pulso sempre acelerado.
Quantas vezes é possível se descobrir desavergonhada
Despudoradamente adonada? Tomada, possuída.
Encarnada;

A carne trêmula! Músculos sempre tesos.
Quanto é possível ser posta à prova
Exaustivamente experimentada? Examinada, testada.
Saboreada;

O sentido aguçado! Não um, cinco sempre dispostos.
Quanto é possível privá-los, no escuro, dormentes, entorpecidos,
Desgrenhados, enrubescidos? Entumescidos, regados.
Relegados;

À espera.
E dão com a saudade. Eles estão prontos.
Seus dedos, cheios de segredos. Procuram...

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