domingo, 3 de julho de 2011

CAI A NOITE




                                             Regresso devagar ao teu sorriso
como quem volta a casa. 
Faço de conta que não é nada comigo. 
Distraído percorro o caminho familiar 
da saudade, pequeninas coisas me prendem, 
uma tarde num café, um livro. 
Devagar te amo e às vezes depressa, 
meu amor, e às vezes 
faço coisas que não devo, 
regresso devagar a tua casa, 
compro um livro, 
entro no amor como em casa. 
Manuel Antônio Pina

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