domingo, 24 de julho de 2011

CAI A NOITE




Quem sabe, sossegue.
Vejo as tempestades que estão por vir
Ouço o barulho do vento e sinto
o aroma da terra, 
à espera de ser regada. 
Estou arrepiada - essa eletricidade, no ar.

Sossega, porque nada há para esperar
Aquiete-se, meu coração.
Há um cansaço, antecipado de tudo.
Há uma expectativa, prognóstica.
Há aquela saudade, viva.
Tudo é inútil - não há o que falar
Chega a tempestade, 
o vento com seu movimento
A terra, úmida, exala perfumes fecundos.
Entro em ebulição - quem sabe, não sossegue.
Meu nome é tormenta, minha alma, é sedenta.
Rodopia, gira. E transforma tudo.

Desisto - não quero sossego.
Quero. Experimentá-lo.
Possua-me. E atormente-me.
Até o seu explodir...
Atormente-se - Faça-me desistir!

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