segunda-feira, 18 de julho de 2011

CONTAGEM PROGRESSIVA

"A corrupção nestepaiz parece um dado da natureza, 
como reconhecer e afirmar que hoje é segunda-feira." BSchopenhauer

O Ministério dos Transportes da era III da Idade das Trevas tem se mostrado ineficiente, como sempre, na gestão da infra-estrutura pela qual a pasta é responsável, na mesma proporção em que se prova um fenômeno de habilidade em produzir os últimos escândalos de corrupção desse desgoverno.

Cada vez mais, o desgoverno faz menos força para convencer-nos, a todos, de que seu grande negócio é fazer negócio: favorecimento privado com meios públicos. Essa versão III, herdeira do modus operandi das anteriores, conduzidas pelo Expirado, não perde a chance de perder a chance de ser o que se espera de um governo: probo, capaz, sério, eficiente e ético. Ou seja, de cumprir com suas obrigações básicas.

Também, cada vez mais, o desgoverno não perde a chance de perder a chance de não nos deixar apontar seus desmandos. O segundo afastamento de um diretor do Dnit em menos de duas semanas - na última sexta-feira, 14 de julho, do diretor executivo e diretor-geral interino do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) José Henrique Sadok de Sá - foi devido à reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, dando conta de que a empreiteira Araújo, de propriedade da mulher de Sadok de Sá, Ana Paula Batista Araújo, já ganhou R$ 18 milhões em obras em rodovias federais entre 2006 e 2011. Foi um tipo de warm up, o aquecimento, para outra notícia escandalosa sobre o órgão, também publicada pelo Estadão, no dia seguinte: aditivos contratuais que se multiplicam, contratos sem licitação que se avolumam, contratações fraudulentas de duas empresas de fachada para empregar cupinchas, sob pretexto de gerir obras do PAC, a peça de ficção publicitária-eleitoreira do PT.

Depois dessa reportagem, mais duas pessoas foram afastadas do DNIT, elevando para seis o número de demitidos em função das irregularidades nos Transportes, reveladas ao longo das últimas duas semanas. O que une todos esses escândalos: todos operaram o balcão de negócios no mesmo período da campanha eleitoral que levou a candidata do PT à presidência. E que, obviamente, apesar dos afastamentos e demissões, não sabia de nada, adepta da já clássica Teoria da Escola de Filosofia O Expirado de Desgovernar.

Sou adepta da teoria do Kleenex - pega um, puxa outro - para tudo o que se refere aos escândalos da turma que tomou de assalto o poder, nestepaiz. Para cada fato envolvendo mau uso do recurso e do poder público para fins estritamente privados - partidários ou pessoais - há um outro, que surge, atrás, pronto para o uso.

Sabe qual é o pior dos progressivos escândalos desse desgoverno? O próximo. Que não tardará a surgir. É isso que dá comprar o bichinho PT. Todo bonitinho, enganando a coletividade. Você acredita na propaganda, e vota no Gizmo. Daí o alimenta: vira monstro. E se deixar pingar água, então... multiplicam-se. Sem parar.




1 comentário:

  1. A vinculação à caixinha de lenço foi perfeita. É só começar a puxar que não para mais. Hoje escrevi sobre o casal que tinha empresas de fornecimento de mão de obra similares. É trambicagem de alcova. Meldels...

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