terça-feira, 15 de julho de 2014

HOMEM, GÊNERO HUMANO



Texto originalmente publicado nesta mesma data, em 2011. 

Se algo mudou na nossa "sociedade", podem informar nos comentários. 


Em tempos de coletivismo politicamente correto, Homem é a designação prática e filosófica, errada. Ser Humano. Algo assim atenderia à patrulha. Em tempos de coletivismo esquerdo-afetivamente correto, então, aí que a palavra HOMEM deveria ser, ao gosto daqueles, de vez abolida. Não aqui. No Veneno Veludo pode existir o gênero que for, e defende-se intransigentemente a liberdade individual de se auto-determinar as práticas sexuais que bem aprouver, que ainda resistirá a idéia de que também podem existem homens e mulheres, sem abolição de nenhum. E homem é homem, com seu brinquedinho de armar, e mulher é mulher, com seu brinquedinho de abrir. Ambos são gênero humano e não há mal algum dos seus brinquedinhos se completarem. Efetivamente. Definitivamente.

Numa ocasião do Dia Internacional da Mulher registrei minhas impressões sobre a data, justamente discorrendo sobre a masculinização das mulheres, pois está na moda a vergonha de serem femininas, donas de casa e mulherão ao mesmo tempo. Dizem que é moderno não ser fêmea. Também não escaparam os homens "da moda", os que andam de lado e olham para o chão porque têm vergonha moderna da masculinidade. A ditadura do pensamento que grassa nestepaiz tem obrigado os homens a não serem homens, mesmo os que não pretendem não gostar de mulheres. Alguns continuam a gostar de mulheres, registre-se. Inventaram um tal de "homem sensível" e isso virou regra obrigatória - como sempre acontece em alguma ditadura. Inclusive tornando-se padrão de exigência de algumas mulheres.

O Dia do Homem foi instituído - e isso deve causar aquela inveja desesperada na militância feminaze - para que os rapazes sejam incentivados a cederem aos cuidados com sua saúde. Em que pese a maioria dos hipocondríacos ser de homens também são eles os que menos se cuidam: vão menos a médicos, principalmente no que diz respeito à prevenção. É uma justa causa, e, apesar desta pessoa aqui não gostar de causas - prefiro defender idéias - rendo-me. Mas ao meu modo. 

Disse Blaise Pascal que "o homem é um monstro incompreensível". Imagino o que diria ele caso circulasse por estepaiz, nos dias de hoje. Porque ninguém aqui está dizendo que o oposto do homem sensível seja um troglodita brucutu cafajeste. Ser homem - macho, másculo, viril, forte, capaz, autêntico, não é ser grosseiro. Longe, muito longe disso. Não é ter péssimos modos mal-educados e brutais. Ser homem macho não é agir, em qualquer lugar na frente de qualquer pessoa, como se estivesse no campo da "pelada" de toda semana com seu bando atávico. Ser homem é tão e simplesmente não ser mulher. Nada além disso, o resto é caráter, e caráter não tem gênero.

Tratar da pele? Lógico que pode. Deve. Mas não precisa disputar, a tapa, o anti-rugas da esposa.  Cabelos em ordem? Evidentemente que sim! Mas, por favor, não acabe com o leave-in da sua irmã, usando-o todo de uma vez (bastam algumas gotinhas). O clima secou, precisa hidratar braços e pernas (peludas)? Que bom! Mas tenha o semancol de não roubar o hidratante de baunilha Victoria's Secret da sua namorada, quando dormir na casa dela (ou ela na sua casa) para usar na sauna com os amigos, depois.

Homem de verdade é elegante, sem afetação. Cavalheiro sem falsidades. Educado, gentil, abre a porta do carro, sim, para a mulher. Segura as suas costas na escada rolante. Fala modulado, baixo - macho precisa gritar? NÃO! - pois sabe que convence por sua inteligência e capacidade de argumentação, pelo caráter da sua convicção e não pelo volume da voz. Homem de verdade pega. Toma. Apropria. Porque tem poder para isso, e gosta de exercer seu poder. E, para tanto, bastam o olhar e um meio-sorriso antes e depois (durante, sério, é desnecessário).

Deus formou o homem, e a sociedade o deformou. A nossa sociedade, que é a imagem de seus indivíduos. Enquanto as partes forem o que são, deformadas, a sociedade será disforme: um misto de nada definido. Nos costumes, sou antiquada. Minhas homenagens no Dia do Homem vão para os homens que têm a inteligência de querer e a competência de conquistar e conviver com as mulheres possuidoras dessa coragem: a de valorizar o macho que têm.


P.S.: o check up está em dia, rapazes? Cuidem-se.

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4 comentários:

  1. BRAVO!!!

    @FD_Fabio

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  2. E todo o apoio aos homens que ainda têm hombridades! Estarei com eles caso haja necessidade de queimar cuecas...

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  3. Concordo em 100% com tudo o que escreveste aqui.
    Eu também sou antiquada nos costumes.
    E me orgulho disto.

    Parabéns,sempre!

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  4. Marcia Neiva27/10/11, 14:11

    KKK! Tem uma passagem aqui que parece que roubei de você! Eu não tenho problemas com homens delicados, metrossexuais, nem homossexuais... Ótimos amigos! Mas quando procuro um homem, por favor, quero um na essência, do tipo que faz você se lembrar da noite que passaram juntos por muito tempo... Que cheire a homem e tenha gestos decididamente masculinos.
    Que desperte em mim a vontade de ser fêmea sem reservas. É isso aí. Beijo!

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