domingo, 3 de julho de 2011

SOBRE HOMENS, MULHERES E FOGUEIRAS


Se eu fosse roteirista gostaria de escrever um filme sobre as mulheres que queimaram sutiãs “visitando” o Brasil dos dias de hoje. Imagino as caras delas ao saberem da existência das marias-gasolinas, marias-chuteiras, marias-globais e outras marias que fazem do casamento com algum homem bem sucedido a meta de vida. Muitas, inclusive, querem ficar casadas o tempo suficiente para que se garanta uma boa pensão, além de um bom apartamento nas “barras da tijuca” da vida, óbvio.

A lenda diz que Betty Friedan e companhia eram mal-humoradas. Bom, o humor delas iria amargar de vez ao verem a sexualização voluntárias que o mulherio se dispõe. Se elas consideravam Marylin Monroe, com sua loirice e pinta falsas, um atentado a verdadeira condição feminina, imaginem o susto ao verem um exército de siliconadas e botocadas. Como diria o “filósofo” Galvão Bueno, haja coração!

Aliás, Galvão lembra esportes, e isto me lembra a luta de um bando de mulheres loucas por futebol para poderem praticar o bravo esporte bretão, e outros, ditos masculinos, nos loucos e ativos anos 60. Esta busca de direitos iguais até nos desportos inspirou Elton John a compor Philadelphia Freedom. Pois bem, aqui no país tropical, o rock desafinou e, em vez de direitos iguais, se criou direitos exclusivos. Em um sexismo às avessas, temos delegacias, leis e direitos próprios que acabam nos afastando cada vez mais de uma sociedade igualitária. Agora, a cena mais divertida ou trágica do filme, seria quando Betty e amigas descobrissem que se as brasileiras continuam ganhando menos que os homens, sem creches ou escola de qualidades para seus filhos. 

Por outro lado, optaram por um feminismo histérico onde o fato de ser mulher já é por si só uma virtude e vantagem frente ao homem. O caráter, competência, currículo, já não são o mais importantes. Se há um homem e uma mulher disputando o mesmo espaço, ele deve ser dado à mulher, apenas por ela ser o que é. E esse direito “por gênero” também está aos poucos sendo estendido às outras, ditas, “minorias”. Ou seja, corre-se o risco de em alguns anos os homens irem para as ruas queimarem cuecas.

Mirtes Guimarães, jornalista mineiroca que traduz o cotidiano.

Arquivo:

Sir Elton John - Philadelphia Freedom

4 comentários:

  1. Texto Genial Mirtes. Os fundamentos do movimento feminista foram deformados e deteriorados por aproveitadoras de vantagens sem responsabilidade. Excelente...

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  2. Marcinha... Gênero: humano. Mulher é a mais bela metade desse gênero.
    A outra mais bela metade é o homem.

    A perfeição consiste em ambos. Juntos. Não contra. Não é bom, homem+mulher? Dizaê, se não é danado de bom!!

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  3. hildaremedeiros03/07/11, 17:48

    Tem coisas que não entendo... E dificilmente se explicarem com o famoso 10-7=4 irei entender... E Deus criou o homem e a mulher... Quem criou a desigualdade, seja ela sexual, religiosa, financeira ou cerebral foi alguém com muito sentido de inferioridade. Portanto, um ser doente.
    Legal mesmo é sentir orgulho em ser 'prima desta formiga'.
    Adorei o texto.
    Beijossss

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  4. velvet: homem e mulher é que nem goiabada com queijo. se separados são bons, juntos chegam quase às raias do divino... (rs)

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