domingo, 7 de agosto de 2011

CAI A NOITE



Das almas calmas a proximidade acalma
As sombras envolvem o fim do dia
Entram pela janela. 
Anoitece. 
Mais uma noite. Uma noite a menos.
Escurece.
A noite cresce, crescem suas margens
Nuas, envolvendo o corpo, mente, 
A saudade.

Das palavras não trocadas, a distância avança
Dóem as sílabas ásperas do silêncio
Teu nada enche a casa, enche o quarto
As palavras que te envio 
Não são tocadas em seus ouvidos
Mente, olhos, boca, não devolvem.
Existem coisas, palpáveis
vidro e sangue, pedras e música, luz e cama
ferro e remédio, pão e malas, portões e TV.
E existe teu rosto que vejo 
sob minhas pálpebras úmidas.

" - Terei que te desapontar. Não me despeço de ti."
Existe silêncio, sombras, luz e música
vidro, sangue, ferro, pão e cama.
E existem tuas palavras. Aqui. Ressoadas.
Trocadas. Tocadas.

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