domingo, 21 de agosto de 2011

CAI A NOITE


Estendo a mão o suficiente
 
tateio a memória que o mundo reconhece 
pequenas imagens das horas que me roubas     
          todos os dias

Pego o livro folheio leio ao respirar
Desvio os olhos, imóvel, 
para dentro do clássico
Para não esquecer.

          É nas palavras que me encontras.

Estendes a mão o suficiente

tateias a minha que encontrou teu mundo
grandes imagens ausentes de mim e sabes
que ali estão doadas as horas que te roubo
          todos os dias

Pegas um livro qualquer prendes teu olhar, 
inquieto, para fora dele
Para não lembrares.
Teu tato, minha memória, é pelas palavras 
          que nós nos encontramos.

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