segunda-feira, 1 de agosto de 2011

EUA E O TETO DA DÍVIDA - A CRISE CONTINUA

É preocupante ler sobre a economia internacional, pois a crise de 2008 tem metástases em vários países, hoje, 2011. A inadimplência em pagar os empréstimos do “morgage loans” do mercado imobiliário americano fez vítimas grandes nos EUA naquele ano. Casas supervalorizadas, onde o dono tirava um empréstimo no banco com a garantia da casa supervalorizada. Aplicava o dinheiro no mercado da bonança financeira, sacava não só do rendimento mas também do capital base. Resultado: quando o banco cobrou a dívida, o indivíduo não tinha dinheiro para cobrir. Devolvia a casa ao banco e os bancos firacam sem capital de giro, pulverizado pela ciranda. Um esquema “pirâmide” sofisticado. Os papéis dos “Morgage Loans” eram comprados pelos bancos internacionais, que apostavam no bom pagador. Assim, japoneses, chineses e russos compravam dos bancos americanos. Uma boa parte foi parar nos bancos Islandeses, que não tinham 25% de lastro em capital para segurar uma cobrança maciça. Quebraram, os bancos Islandeses e os Lehman Brothers abrtiram o caminho para a quebradeira geral.
O que esquecemos foi que centenas de pequenos bancos no interior dos EUA quebraram. Centensas de pequenos bancos quebraram pela Europa afora. As locomotivas da Europa reagiram rápido e sanearam as finanças. Apertaram os cintos e seguraram a onda.
Nos EUA, a coisa ficou mais complexa: milhares de firmas reduziram os custos, mandando praticamente 10% da força de trabalho para casa. Junta-se a isso, os pacotes de “ajuda” à indústria, com bilhões de dólares. Dinheiro público para o privado! Um privado reduzido retornando menos impostos, porque tem menos faturamento, porque tem menos clientes, dado o alto desemprego. Governo arrecada menos porque tem 10% de desempregados gastando muito menos. Os mais favorecidos foram a indústria automobilística e o setor bancário. Ora, se tem tantos desempregados e mais um tanto sabendo que podem ser demitidos, dificilmente vão comprar tantos carros novos! A solução imediata foi de a turma baixar os preços para vender mais, não deu certo e hoje as coisas estão caras para o americano médio e com emprego!
Na Europa, os pacotes foram menores, mas tem os problemas graves da Grécia/Irlanda/Portugal/Espanha/Italia. Todos no precepicio da gastança excessiva e sem arrecadar o que deviam.
Parece que nem o Obama, nem o Bush, têm culpa nessa história. As despesas para ajuda governamental aos inadimplentes (renegociação da divida do morgage), renegociação da dívida de pequenas indústrias e comércio, são enormes. Em resumo, o governo americano assume um prejuízo que não pode pagar. Empresta 42% de cada dólar que gasta. Enquanto isso, dizem que a Apple, do Jobs, tem mais dinheiro em caixa do que o governo do Obama!
Daí vem a necessidade de elevar o teto da dívida. Por lei, o governo americano não pode elevar sozinho o teto (15 Trilhões de U$) No momento, a necessidade é de elevar o teto para no mínimo 17 trilhões. Isso daria fôlego para o governo esticar a corda e dar gás para a economia. Haja visto que China e Europa ajudariam no financiamento da dívida do governo americano. Caso não aconteça nada, a caixa do governo vai zerar em 2-3 semanas! Obras paradas e mais gente na rua. Nesse caso, pensões e salários de funcionários públicos param de ser pagos. Medicina gratuita se encerra.
A corrida é contra o tempo, o Congresso tem que aprovar a elevação do teto, coisa que os republicanos não estavam muito afim de fazer. Afinal tem eleições à vista. O que se espera do governo americano é uma austeridade limítrofe, e o Obama fará isso em plena campanha para a reeleição ? A divida tem que estabilizar e parar de crescer. Assim haverá condições de baixar os juros, com juros baixos, há clima para crescimento, contratações e vendas maiores.
O governo americano vai levar muitos anos para sanar o déficit de caixa, a questão é se tem fôlego para tal.
Lunarscape, o músico carioca que é médico por fragilidade do destino. 
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3 comentários:

  1. Caro amigo; em todos os pontos em que você citou há um fator determinante: seriedade e responsabilidade em querer fazer. Levarão 1, 2, 3 anos que seja; mas farão; porque se dedicarão com corpo e alma à missão. Deferente do setor sul do Equador, onde a corja usa o efeito marolinha para se fartar nas tetas quase exauridas da nação.

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  2. Ajuricaba, pode ter certeza de que os seus 2-3 anos vão ser esticados para uns 10 anos. A coisa lá tá braba. Sim o congresso acabou elevando o teto, mas essa medida é como urinar nas calças numa noite de frio intenso. Dá alivio por uns 10 minutos!
    Lunarscape

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  3. Meninos, ainda para piorar, há o lado político da questão: já tem gente chamando Obama de covarde enquanto por outro lado, há quem chame os parlamentares ligados ao tea party de terroristas. Tudo isto a um ano das eleições...

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