segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CAI A NOITE


Afirmo que sou um anjo tantas vezes
que estou certo até já acreditas;
Mesmo sabendo tu que bons são os maus
O meu lado mau é angelical.
Sabes tu fico sempre bem 
Se durmo como um
Divertido sei que assim 
Mais eu te atormento;
Se acaso ensaias em resposta um lamento,
Abro minhas asas e não resta nenhum
Qualquer outro sentimento.
Chamo-te "minha!" quebro tua resistência,
Ganho em troca teu sorriso
Sob meu olhar atento
A te fazer reverência.
Sou o anjo - teu.
 De olhos fechados te vejo
Sobre mim passeias
Tomas-me pela mão me leva até a janela
Respiro o ar da terra seca e do vento queimado
Teu cheiro tão perto em teu pescoço
Da minha boca, que te toca.
Nas emoções que dentro de mim crescem,
Tumultuadas, carinhosas, tamanhas, várias
Tu ouves já dentro de ti meu pulsar
Batendo
Percebo-te mais pela sombra - Abre tuas asas
Teus dedos o meu rosto contorna.
Aspiro-te e em voz baixa digo "é alucinação".
Concordar comigo é tua função
És anjo - o meu.

2 comentários:

  1. Antonio Torres de Amorim12/09/11, 07:09

    Bela configuração de sentimentos.Mas... não faltaria um "s" no "tama-me...", já que usas a 2ª pessoa como expressão narrativa?

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  2. Lindo Regina. Muito bonito mesmo.

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