sábado, 17 de setembro de 2011

CAI A NOITE


Esqueço-me de mim, tão quieta, longe
Pensando em minha pouca coragem - a tua velha aliada
Chego ao teu rosto, tão quieto, perto
Pensando em tuas muitas palavras - a minha velha fortaleza
No caminho, no retorno me pergunto
Porque não falam tuas palavras o que vai no teu silêncio
Aqueles espectros que teus olhos me dizem sobre solidão
E quando depois me confessas aquelas tuas palavras
De tudo o que esperas que eu faça
Te pergunto, - Sim? E de tua dureza admites: Sim.
Tu falas então eu creio. Mais. Compreendo
As nossas poucas coragens, sempre adiadas.
No ar com meus dedos desta mão que te conhece
Redesenho teu rosto E todo o espaço que resta
De todo o vazio à tua volta depois de nossa saída.
Estás longe e mesmo assim queres, pedes e tomas
Todas as horas que desejas, da minha vida.
Esqueço-me de minha tão pouca coragem
Mas não de tuas muitas palavras - minha fortaleza
Esqueço-me de mim, tão inquieta, tão longe
Lembro-me só de ti.

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