quinta-feira, 22 de setembro de 2011

CAI A NOITE



Nem sequer te lembres porque ainda choro
Pises, apressado, nas folhas secas no solo
Ao passar por mim nem me olhes
Não ouças meu canto; não aspires os aromas
Da minha adoração.

Não tomes meu afeto em teus braços
Esqueces, distraído, como é caber no abraço
Ao chegar até mim não cobres
Os espasmos de dor da minha alma castrada
Da tua paixão.

Perco-me por reconhecer os medos
- durante um beijo que não dei -
De sentir sob meus dedos 
O descompasso urgente da batida
Do teu coração.

Presa em ti por ti, para fora de ti
...já me perdi.

2 comentários:

  1. Regina, que poema apaixonado é esse? É teu? Menina, estou sem palavras. Profundo, sincero, doído, marcado, uma pequenina pérola avassaladora.

    Estou encantadíssimo.

    Peça de nobre valor que lerei e relerei diversas vezes.

    Agradeço a postagem.

    Abraços sempre afetuosos.

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  2. Obrigada. Dê uma olhada nos já publicados... sempre que não tiver assinatura de autor... advinha?

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