quarta-feira, 28 de setembro de 2011

CAI A NOITE



Chuva, caindo tão mansa, 
Na paisagem do momento, 
Trazes mais esta lembrança 
De profundo isolamento. 

Chuva, caindo em silêncio 
Na tarde, sem claridade... 
A meu sonhar d'hoje, vence-o 
Uma infinita saudade. 

Chuva, caindo tão mansa, 
Em branda serenidade. 
Hoje minh'alma descansa. 
— Que perfeita intimidade!... 

Francisco Bugalho

1 comentário:

  1. Quando vi o poema da chuva, lembrei deste meu (meudíocre):

    ..eu ouço acordes de chuva
    o pranto da natureza...
    quando ela chora é tão triste
    toda terra não resiste
    chora com ela também...
    (Perdôe, eu era adolescente)
    Arpejos e bjs afinados e chuvosos...rs

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