quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O MAGNO SUPLENTE E UM MAESTRO NO ROCK IN RIO

(Dinho Ouro Preto no show da Capital Inicial no Rock in Rio)

Durante uns 3 ou 4 mandatos, o ex-deputado federal de Pernambuco, Nilson Gibson, era desses que adorava abrir uma sessão. Não perdia a chance de perder a chance de não presidir aquelas sessões de pinga-fogo, geralmente nas manhãs de sexta-feira, onde ninguém discursa nada de importante, exceto para sair na Voz do Brasil (antes do advento da TV Câmara, logicamente). Nilson Gibson tinha como bordão chamar todos os seus pares de "nobre e ilustre senhor(a) deputado(a)". Isso não escapava ao bom-humor mordaz (característica dos inteligentes), do finado Luiz Eduardo Magalhães, que, como presidente daquela Casa, sempre ao citar o deputado, devolvia "nobre e ilustre senhor deputado Nilson Gibson, V.Excia. tem a palavra", com um sorriso divertido nos lábios. 

Sigo a sacada de Luiz Eduardo para, a partir de agora, citar o coadjuvante da história deste post: o suplente de deputado estadual maranhense Magno Bacelar, que está recebendo a atenção da imprensa nacional, em 15 minutos de fama fora das fronteiras do estado do Maranhão, por exercer seu sagrado direito de dar piti-cor-de-rosa pela homenagem que a banda Capital Inicial prestou no Rock in Rio, àquele que representa o que há de pior - sim, pior até mesmo do que todo o PT junto - na política de CorruPTópolis: José Sarney, de quem o "magno" suplente de deputado  borra as botas desde sempre. O magno parlamentar, apesar de ser o foco do post, é coadjuvante, tão somente porque Dinho Ouro Preto, sua banda, assim como nós, que sorrimos sempre que relembramos desse episódio (se não viu ainda clica no link acima), valemos muito mais que o de cujus. Protagonistas somos todos nós.

Antes de comentar o piti do magno deputado, reproduzo abaixo trecho de artigo do jornalista, escritor, poeta e vereador da cidade de Imperatriz (MA), Edmilson Sanches, um amigo desde 1995, para que O Querido Internauta que lê o Veneno Veludo 'se situe' sobre quem é o magno verborrágico. Tecla SAP para ironia, por favor.

"Alagadiço Grande, segundo o IBGE, em 2010, é um povoado com 700 esforçados e honestos habitantes, na zona rural de Chapadinha, município maranhense de pouco mais de 73 mil habitantes e respeitáveis 228 anos de existência.

Foi ali (se verdadeira a informação em página na internet), naquelas terras do grande alagadiço, em 3 de julho de 1957, que nasceu bem-nascida a criança que viria a ser o médico cirurgião formado no Rio de Janeiro, o prefeito por oito anos (2000—2008) e o suplente de deputado estadual, no exercício do mandato, Magno Augusto Bacelar Nunes, que recebeu, além do cargo, a vice-liderança do governo maranhense junto ao Poder Legislativo estadual

Foi esse maranhense (...) que, no dia 20 de setembro deste 2011, foi verbalmente infeliz como maranhense. (...) Ao defender mais atenção (e verbas) para outra região do estado e sustentar seu argumento pela desatenção e redução (de verbas) para Imperatriz, disse Sua Excelência o Excelentíssimo Senhor Deputado Estaduall suplente no exercício do cargo o Senhor Magno Augusto Bacelar Nunes que: 
'Imperatriz já ganhou até demais, secretário. Tudo agora na Saúde é só para Imperatriz, que fica lá no cafundó do Judas, no quintal do Maranhão'." 
(...) O fato de ter esse deputado e ex-prefeito diversos processos, condenações, inclusive por atos de improbidade, isso seria lastro para alguém dizer que sua honestidade político-administrativa ficou esquecida lá no cafundó do seguidor considerado traidor? Por sua declaração imprópria, poder-se-ia dizer que, no falar, esse parlamentar é para lamentar? Não. Só mesmo “causa turpis”, raiva política, insatisfação pessoal, rixa individual, desafeição ou malquerença para justificar (!) isso."
Depois da capital, São Luis, Imperatriz é a maior cidade do estado, e desde 2009 é administrada, com índices de aprovação beirando 80%, por um adversário histórico de Sarney, o médico e ex-deputado federal por quatro mandatos, Sebastião Madeira (PSDB), e que está, de fato, conseguindo grandes avanços no município, inclusive convencendo a governadora Roseana, a primeira-filha, a firmar convênios com a cidade, por sua importância regional, pela importância do eleitor e pelo compromisso que o prefeito tem em executar, sem irregularidades, as obras conveniadas. Antes, a cidade foi destruída literalmente por duas administrações catastróficas, seguidas, do aliadíssimo de Sarney Ildon Marques, do PMDB, seguido por uma tragédia petista chamada Jomar Fernandes, que só ficou um mandato, o suficiente para quebrar os cofres da cidade elegendo sua mulher como deputada federal (hoje ambos são genuflexos a Sarney também, como todo o PT maranhense) e de novo, seguida por novo mandado do Ildão do Sarney. Ponto, parágrafo para voltarmos ao piti da semana - a genuflexão voluntária do magno suplente a El Bigodón Sarney.


(Av. Beira Rio, Imperatriz-MA)

O magno suplente de deputado apresentará, segundo seu auto-anúncio, moção de repúdio contra o cantor Dinho Ouro Preto, pois, no seu entender, citar o sagrado nome de Santo Sarney teria sido "falta de respeito". Para o magno suplente, que com ele levou outros dois coleguinhas à mesma genuflexão, as quase 100 mil pessoas que vibraram com o exercício de liberdade de expressão da banda, ao emitir uma opinião de cunho político que apenas registra uma verdade inconteste (algo que hoje em dia artista algum faz), não teriam opinião própria, e foram induzidas a aplaudir a declaração (corajosa) de Dinho (que "estaria alterado sabe-se lá por quais substâncias") por serem "metaleiros maconhados".

O magno suplente, conforme apenas os dois últimos episódios em que se meteu a "parlar", traz em sua verve uma capacidade ímpar de escolher muito mal os adjetivos com que "enriquece" sua verborragia. Apenas nesses dois últimos pronunciamentos, o magno suplente sarneyzista cometeu muito mais ofensas, à milhares de pessoas, do que Dinho Ouro Preto à um único pé-de-cristão, o imortal (oi?) ZéSarney. 

Falo uma coisinha ao magno suplente, e tomo a liberdade de fazê-lo em nome dos cerca de 250 mil habitantes de Imperatriz, que é tanto cafundó do judas para o maranhense Bacelar quanto pode ser Uruguaiana para o imperatrizense, se a intenção fosse boa - e não foi - de apenas situar uma localização geográfica distante, mas que eu escolho  apresentar ao Meu Querido Internauta (que não conheça Imperatriz) com os nomes pelos quais é conhecida: “Cidade-Esperança”, “Cidade Majestade”, “Princesa do Tocantins”, “Portal da Amazônia”, “Capital Norte-Nordeste do Automobilismo”, “Capital Brasileira da Energia”, “Metrópole da Integração Nacional”. 

Tomo a liberdade de falar por qualquer fã ou não da banda Capital Inicial. Em nome de qualquer dos 100 mil que fez o coro ao vivo e aos milhares que certamente assistiram pela TV, o show - literalmente - de Dinho Ouro Preto no Rock in Rio. 

Prestenção, magno suplente Bacelar, eu conheço você como conheço o bando do Sarney; não sou maranhense, mas convivo há muitos anos com a gente digna e honrada de Imperatriz e desse estado e EU a respeito; assisti pela TV o show da banda Capital Inicial e estou entre seus fãs. Está prestando atenção, baby, magno suplente? Então entenda: nunca fui maconhada porque não uso nenhum tipo de droga, como nunca votei em Sarney ou algum traste congênere. Usar drogas não é pré-requisito para o rock, e suas opiniões são a mais pobre expressão do preconceito! Baby magno suplente, vergonha, ofensa, uma verdadeira DROGA MACONHADA é a política imunda, regressa, retrógrada, e totalitária que sua gente, a gente do Sarney, promove no Maranhão e nestepaiz, a mesma que nos levou de volta, do Oiapoque ao Chuí, passando por qualquer cafundó, à Idade das Trevas. Repúdio, merece seus discursos, pronunciados da baixura de sua significância: o solado da bota suja do velho Sarney. Volte para ela, de onde nunca deveria ter saído. E favoreça-nos com seu silêncio. 

E tenho dito.

Arquivo: 


Ouça: Imperador Tocantins
"Do lado daquela cidade existe um rio 
De eternidade, amores e barcaças e barrancas e capins
Tucunaré, piau e o matagal que é sem igual
Riacho do cacau, a desaguar no Tocantins
Toca essa água, toca essa mágoa
Toca e desagua, Tocantins"



4 comentários:

  1. Jorge @atakardiac28/09/11, 15:08

    Sempre ouvi dizer que é mais fácil unir o povo pelo ódio: aos judeus, aos imigrantes, aos gays, aos negros, aos ricos, etc...

    Estamos inovando ao nos unir pelo nojo aos corruptos. Sarney é mais um dessa laia, junto com Jáderes, Malufes, Palofis e JosésDirceis que nos infelicitam.

    Bela sacada do Dinho do Capital Inicial. Ao vivo e o povo respondendo. A garotada do Rock tá mais ligada do que se pensa.

    Sua crônica já nasceu antológica porque extravasa a sinceridade de sua e (a nacional) repulsa a esse quadro tenebroso que vivemos.

    Viva o Povo do Rock in Rio que produziu uma pintura sonora e perfeita do nosso tempo.

    O paiol tá cada vez mais cheio e seco. Um dia, uma fagulha e BUUUMMM a casa cai.

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  2. Ei, Magno suplente, Sarney, Lula et caterva, vã tomar no ..!!

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  3. eu sou muito mais, dinho, imperatriz e rock in rio !
    e que o aliado do sarney saiba que o brasil não é feudo de ninguém

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  4. O Brasil está repleto de imbecís, alias diria que aqui são poucos que pensam.
    Parabens para o Dinho que esculachou a clã para um planeta de audiência.


    Lunarscape

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