quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CAI A NOITE


Para o sorriso que teus lábios fazem
Que me enleia e deslumbra
Pela verdade, pela luz, pela beleza
Que emolduram teu rosto cinzelado pela saudade
É preciso palavras a eternizá-lo.
Quanto mais me fazes confessar
Como vejo cada instante da tua face
Esculpida para esconder do mundo quem és
Mais eu descubro teus significados.
Então é minha vez: eu te deslumbro e te enleio
Ao dizer o caminho que teus prodigiosos traços
Percorrem do teu rosto até o meu coração.
Pelo frescor exato da melodia do vento em tua voz
Pela leveza discreta do aroma do pinho em teu pescoço
Pelo brilho puro que goteja da névoa em teus olhos
Finalmente vejo-te e cravo-te na memória
Para quando me perguntares e perguntares novamente
Como tão bem descrevo teu desenho tão incomum,
Gravado em brasa na retina dos meus olhos
Marcado em fogo pela verdade, pela luz, pela beleza
De teu riso para sempre em minha alma.

2 comentários:

  1. Regina, tua escrita poética é o desabrochar de uma flor exótica, que encanta tanto pelo que vemos de particular como de universal.

    Parabéns!

    Tenho acompanhado cada verso, imagem, poema e pétala que nos oferece por aqui. Sempre.

    Abraços sempre afetuosos.

    Fábio.

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  2. Obrigada, Fábio. É bom saber que os amigos (generosos) gostam. São versos experimentais, praticamente. Mas saem de onde existem profundos significados.

    Abraços ao Casal!

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