segunda-feira, 30 de abril de 2012

CAI A NOITE



Ainda é manhã e já me fazes rir
Como menina
Bebes as lágrimas da noite
Do tempo, dos pecados, do destino.

Ainda é manhã e já me tiras o peso
Como sonho 
Sorves com o teu sorriso da alvorada
Nos gestos, do meu, o dia nublado.

Ainda é manhã e já me sobressaltas o peito
Como cativa
Alimentas meu espírito da nobreza
Do teu afeto, de orgulho e de saudade.

Os traços cinzelados do teu rosto
A melodia grave do vento leve de tua voz
A inquietude enevoada de teus olhos
Em mim refletes o caráter da tua força
Ainda é manhã e já me fazes
Iluminada!

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