domingo, 6 de novembro de 2011

CAI A NOITE


Ah!... Candeia nas mãos que não cai em desuso
Fundem-sem as quatro nos dois corpos
Tato refletido nos olhos voltados para outros
Que não deixam esquecer
Daquelas palavras, sons, outras cenas,
e dos espelhos...

Ah!... Cadência na voz emoldurada em ondas
Sussurram-se roucos os sentidos de dois corpos
Sabores imaginados no tato voltado para a boca
Que não deixa esquecer
Daquelas palavras, cenas, outros sons
e da posse...

Ah!...Não quero quem não saiba dominar-me
A fúria dos ventos de agosto.
Não me ofereça abstrações
De ti espero é a ação
Com a duração de um relâmpago.

Ah!...Dá-me o que tens de melhor
puro, tenso, forte e viril
É o que espero
De tudo o que já me deste.
De candeias, cadências, posses e espelhos...

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