quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CAI A NOITE



Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo 

Mal de te amar neste lugar de imperfeição 
Onde tudo nos quebra e emudece 
Onde tudo nos mente e nos separa. 

Que nenhuma estrela queime o teu perfil 
Que nenhum deus se lembre do teu nome 
Que nem o vento passe onde tu passas. 

Para ti eu criarei um dia puro 
Livre como o vento e repetido 
Como o florir das ondas ordenadas. 

Sophia de Mello Breyner Andresen

1 comentário:

  1. Menina! O poema é ótimo, mas conta onde é que está essa estátua? Não posso passear nesse parque com minhas filhas rsrsrs.

    Abraços sempre afetuosos.

    Fábio.

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