domingo, 20 de novembro de 2011

CAI A NOITE


Podias perder-te não fosse em meus olhos que te descobres
Meus olhos sempre inquietos, porque haverão de em ti parar?
Acaso param as correntes de dois rios que se misturam?
Encontram, os meus nos teus, algo a os entreter
Ao engolires os meus com os teus, enormes e escuros, no instante
Que percebo nos teus que nos meus tua alma encontras.

E penso nisto: alimentar-te todo dia para que os teus não mais
Se desprendam dos meus, castanhos pontos das luzes sombrias
Que nunca houve outra que neles se achasse, não como tu
Até descobrir-tes perdida por eles.

Preciso que precises dos meus olhos
Da cor dos meus cuidados e da força dos meus carinhos.
Preciso que precises dos meus olhos e que te percas mais
Perdida dentro dos meus, ao olhar-te tenho a certeza
Que fazes dos meus o teu santuário de amor

Então faço de ti o meu altar. Rendida ao meu olhar.

1 comentário:

  1. Viajou? Tudo bem? Saudades de ler seu blog. Volta logo. "E por falar em saudade onde anda você?..."

    Abraços sempre afetuosos.

    Fábio.

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