terça-feira, 1 de novembro de 2011

RECORRENDO A TERCEIROS



Há ocasiões em que eu me sinto personagem de filmes. Isso sempre ocorre comigo. Hoje, para simplificar as coisas, parece que estou em Twister. Não necessariamente no olho de um daqueles que aparecem no filme, mas à procura deles, correndo atrás deles, para ver se encontro meios de, tanto eu quanto quem me é muito, mas muito caro, possamos nos prevenir dos efeitos das tormentas, tufões, furacões.  Estou hoje feito o insano Bill Harding, de Bill Paxton. Quanto maior a tempestade, e o que ela possa representar de perigo,  é para lá que eu vou, descobrir como fazer com seus efeitos. Para o futuro, controle de danos.

Em dias assim, tenho tanto para falar que não tenho nada a dizer. Tenho tanto a dizer que prefiro não falar. Mesmo assim, há algo que me consome, e não me deixa aquietar. Com Meditações de John Donne nas mãos, aproveitei tudo isso (que não significa nada para ninguém) para transcrever dois parágrafos do sermão "A Força e a função dos sentidos, e de outras faculdades, se altera e fracassa.", que, pelo menos, significa algo. Que signifique para quem lê este post, também. Segue:

"O firmamento não é menos constante, uma vez que se move continuamente, pois ele se move e se move da mesma maneira. A terra não é uma constante, pois ela jaz, ainda que em movimento, pois continuamente ela se transforma e se dissolve em todas as partes possíveis. O Homem, que é a parte mais nobre da terra, se dissolve também, como se ele fosse uma estátua, não de terra, mas feita de neve. Percebemos sua própria inveja o dissolvendo, definhando-o com isso; ele diria que a beleza de outro o dissolve; ademais, ele sentiria que uma febre não o dissolveria como a neve, mas o verteria como o chumbo, como o ferro e o bronze derretido em uma fornalha. A inveja não somente o dissolve, mas o calcina, o reduz aos átomos e às cinzas; não à água, mas ao pó. E quão rapidamente isso? 
Quanto antes vós puderdes receber uma resposta, mais rápido vós compreendereis a questão; a terra é o centro do meu corpo e o céu, o centro de minha alma; esses são os lugares certos para esses dois; embora esses dois não prossigam de um modo igual: meu corpo cai mesmo sem ser empurrado; minha alma não ascende sem uma devida atração; a ascensão é a medida e o ritmo da minha alma, enquanto a precipitação é a do meu corpo. E mesmo os anjos, cuja morada é céu, apesar de serem seres alados, mesmo assim se valeram de uma escada para atingir o céu por degraus. O sol que percorre tantos quilômetros em minutos, e as estrelas do firmamento que percorrem muitos quilômetros mais, não são tão rápidos quanto meu corpo em direção à terra."

Se eu continuar assim, penso em convidar alguma outra maluca e darmos pinta de Thelma e Louise por aí. Calma. Não necessariamente com o mesmo final... 

4 comentários:

  1. se arrumar uma moto-home eu topo. sorry, mas é que minhas viadagens são maiores do que tudo...(rs)

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  2. Marcinha! Será que a gente descola uns "frila" para uma graninha enquanto damos uma voltinha pelo Ba-ra-sil de motor-home? Topas? Eu dirijo, claro! Mas você arruma a casa!

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  3. "Marcha Pela Liberdade das Atribulações Diárias"...Tô dentro.

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  4. Feito!!!!!! Vamos começar a campanha ajude as meninas a conhecerem o brasil de... moto-home! (rs) e o cacique também está nesta!

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