terça-feira, 15 de novembro de 2011

A REPÚBLICA


Proclamação da República já foi data cívica, nos tempos em que alguns de nós convivemos com "moral e civismo", tão em falta nesses nossos atuais tempos sombrios. Manhã de feriado, sob chuva em quase todo Brasil, sentada à mesa da minha cozinha, caneca de café fresquinho nas mãos, tendo como aliado o trackpad do meu BlackBerry, li o post do Coronel do Coturno Noturno, agora CoroneLeaks, comemorando - vida longa à ele - os quatro anos do blog. Então foi a minha vez de correr os olhos nos meus arquivos.

Há um ano atrás, eu refletia pelo blog a ressaca da derrota de uma pequena chance de termos um país livre, numa verdadeira democracia, e de quebra, com algum avanço real, administrativo, de desenvolvimento sócio-econômico,  infra-estrutura, etc. Conhecedores (todos os que contribuem com seus textos neste espaço virtual) que somos das entranhas do partido que segue nos desgovernando, sua gênese, sua ideologia, seu (mau) caráter, sua índole, suas pretensões e seu modo de operar, via corrupção generalizada, também transpirávamos o que viria pela frente: nada além do perigo. Um ano depois, o que mudou? No que avançamos? O que estepaiz construiu? Que foi feito de nossa "República"?

Há um ano, Doc Lunarscape, em Tragédia Anunciada e O Circo Armado; a Mirtes/Marcia1907 em Minha Cidade está Sitiada!, clamavam tristes, assustados, indignados, pela segurança no estado e cidade do Rio de Janeiro, e que reflete bem a situação de insegurança pública de todo o pais. BSchopenhauer, além desse mesmo tema, em Omissão Produtiva, iniciava sua rotina neste blog trazendo-nos reflexões sobre Lei e Liberdade, sobre Homens Auto-Ignorantes, desnudando como se dá uma argumentação totalitária. No mesmo feriado, ano passado, eu e minha mania de perguntas, e não de respostas, queríamos saber se tudo nesta República termina em samba? Em pizza não vale, já sabemos o quê sempre termina. Quando lemos o que escrevemos, há um ano, e nos vemos hoje, encontramos grandes diferenças?

O que mudou, nestepaiz, em um ano? Sério!  Como disse, hoje, BSchopenhauer, nesta data, vemos "a mentira política essencial: o Brasil é uma república federativa, na qual todos os poderes emanam do povo e em seu nome é exercido. Extinguiu-se a monarquia constitucional do Brasil; nasceu a cleptocracia inconstitucional do Brasil." E como dizemos nós, sempre, é estepaiz que o PT e seu desgoverno da Idade das Trevas erigiram no lugar do Brasil. Digam-me. Se alguém encontrar o que mudou PARA MELHOR, faça-me o favor de contar, bem rápido.

Sobe o som, bem alto! Clica no play. Se não conhece a letra, e sua tradução, veja o trecho abaixo (se não somos nós, descritos). Se conhece, e identificar erro, me avise. Meu inglês é sofrível, e a Mari com seu auxílio luxuoso perfeito, ainda dormem. Feliz República proclamada, povo!



Lutaremos nas ruas
Com nossos filhos aos nossos pés
E a moral que eles pregam, desaparecerá
E os homens que nos incitaram 
Jugam que todos estão errados 
Eles decidem e as espingardas cantam o som 

Eu tirarei meu chapéu para a nova constituição
Prestarei reverência à nova revolução
Sorrindo sem graça pelas mudanças em minha volta
Pego minha guitarra e toco
Exatamente como ontem 
Ai me ajoelho e rezo 
Que não sejamos enganados novamente 

A mudança, ela tinha que vir
Nós sabíamos disso o tempo todo
Nós fomos libertados do curral, isto é tudo
E o mundo parece sempre o mesmo 
E a história não muda 
Porque os anúncios, eles estavam lançados na última guerra 

Eu saio com minha família de lado 
Caso aconteça de saírmos meio vivos 
Eu pegarei todos meus documentos e sorrirei aos céus 
Embora eu saiba que os hipnotizados nunca mentem 
Não é? 

Não há nada nas ruas 
Parece diferente para mim 
E as propagandas estão repletas 
E a parte da esquerda 
É agora parte da direita 
E as barbas tornaram-se grandes de repente 

Conheça o novo chefe 
Igualzinho o velho chefe


3 comentários:

  1. Jorge @atakardiac15/11/11, 14:04

    Belchior cantava para todo mundo ouvir, Elis também a uns 35 anos atrás em bom portugues.

    "continuamos os mesmos e vivemos como nossos pais"

    E os pais dos pais, e os pais dos pais dos pais...

    Nossa república não aconteceu. Não igualou ninguem nessa terra recem-escravocrata de sinhôs e sinhás.

    Justiça só prá preto, puta e pobre.

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  2. Mas os filhos das putas seguem livres dos rigores da lei...

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  3. Vejo que não é do hoje que um comichão de liberdade e crítica construtiva lhe coça a alma.

    Acho isso lindamente provocante em uma mulher.

    "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós..."

    Um abraço!

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