quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CAI A NOITE


Do que eu sou, de um lado ou outro ou de dentro
extraídas as palavras que trazem lucidez
Escolho
Comigo carrego as partes, as faces - da morte
Que sangram, expostas ao mundo
Escolho
Desespero despido de pudores
com o auxílio das marcas de tua proteção
Escolho
A luz que trazes disposto a dar-me em teu sorriso
desde a primeira hora em que me chamas até o noturno adeus
Escolho
Palpitação que vibra como a noite nas minhas costas
Por tua mão impelida à frente até novamente - amanhecer

Escolho

O tempo que não quebra 

os astros, que avançam
Sobre meu céu sem medida ou regra.
Quando assim penso, julgo
Que teu olhar para mim é meu;
Por todas as dores que me emprestas
E as alegrias de vivê-las
Há ritmos e aromas de corpos
e sabores - que só tu podes me dar
Quando tudo impiedosamente me tiras.

Estou de pé, diante de ti.
Nem tanto quanto eu merecia, escolho
Amar-te.

2 comentários:

  1. Regina, você nem imagina como eu precisava hoje dormir acalentado pelos teus versos... Fez-me muito bem, especialmente hoje, ler tuas palavras...

    Escolho sempre passar por aqui.

    Obrigado!

    Fábio.

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  2. Excelente poesia noturna !
    Conheci o blog há algum tempo e não paro de ler, sou amante da poesia e literatura.

    Mantenho um blog também, se quiser, ver, comentar, ou qualquer pessoa, por favor sintam-se a vontade

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